Curso estimula microempresa a exportar
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terça-feira, 07 de outubro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
O Ministério da Indústria, Comércio e Turismo acredita que possa reduzir o déficit da balança comercial estimulando os pequenos e médios empresários a redirecionarem suas operações comerciais para a exportação. Os números do ministério mostram que hoje apenas 4% de tudo que é exportado vem da micro, pequena e média empresas. O volume de exportação é considerado muito tímido. Para reverter o quadro, a Secretaria de Comércio Exterior tem feito cursos em todo o País para ensinar o empresário a exportar.
O quarto encontro acontecerá no dia 6 de novembro em Curitiba. O seminário está sendo organizado pelo Sebrae (Serviço de Apoio a Pequena e Micro Empresa). O secretário de Comércio Exterior, Maurício Cortes Costa, esteve ontem reunido com a diretoria do Sebrae para traçar as metas para o encontro.
Segundo Costa, o País precisa diversificar a sua base de exportação com urgência. Precisamos exportar maior número de produtos e fazer com que os pequenos empresários descubram a exportação, afirmou o secretário. Ele diz que países como Alemanha, Estados Unidos e Coreia têm suas economias voltadas para o mercado exportador, enquanto o Brasil prioriza o mercado interno. Cerca de 50% de tudo o que os EUA exportam têm origem na pequena e média empresa.
A redução do déficit da balança comercial é uma meta que o governo busca sem sucesso há mais de um ano. Algumas alternativas, como a desoneração do ICMS dos produtos agrícolas e semi-elaborados (Lei Kandir), contribuíram para aumentar o volume de exportação. Mas isso não pesou para amenizar os números. O déficit registrado no mês passado foi um pouco superior a US$ 6 bilhões.
O que impede o empresário de exportar ainda é o excesso de tarifas e taxas que ele acaba pagando. Mas a desinformação também contribui. Precisamos desmistificar e acabar com o preconceito do custo da exportação, afirmou o secretário de Comércio Exterior.
Duas dicas para reduzir os gastos com exportação são a reunião dos empresários em joint ventures e a terceirização das atividades no exterior, mediante contratação de uma empresa de serviços fora do País. Os detalhes da maneira como deve proceder um futuro exportador estarão sendo expostos no curso que o Ministério e o Sebrae vão promover.


