Curso de finanças ensina como driblar a crise
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sexta-feira, 04 de julho de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Sem perspectivas de melhora da saúde econômica do País a curto prazo, a única alternativa que o povo vê para cuidar melhor de seu próprio bolso é ganhar um grande prêmio da loteria, mesmo que muitas pessoas digam que a possibilidade de ficar rico trabalhando seja bem maior do que a de acertar alguns números de um jogo e ganhar milhões.
Considerando que as chances de enriquecer licitamente são remotas, e as de ganhar o prêmio da Mega-Sena sozinho também, a opção é aprender a lidar melhor com seu orçamento e suas despesas. A Universidade Filadélfia de Londrina (Unifil) oferece uma boa opção. ''Finanças Pessoais'' é um dos 80 cursos que a instituição vai oferecer entre os dias 21 e 25 de julho, na sua sede, na rua Alagoas.
''Todos os cursos oferecidos envolvem responsabilidade social'', explica o coordenador Nardir Sperandio. O de Finanças Pessoais tem 30 vagas e será ministrado mela mestra em teoria econômica Maria Eduvirge Marandola. As inscrições custam R$ 5,00.
''Nosso curso pretende ensinar as pessoas a organizar e elaborar orçamentos pessoais de acordo com sua renda'', diz a professora, ressaltando que um dos mais importantes princípios da economia pessoal é determinar a devida importância para cada despesa, além de saber o momento certo de guardar e gastar dinheiro.
Estudar e diminuir seus custos, avaliar o melhor momento para se fazer uma compra e, sempre que possível, fazê-la com pagamento à vista, além de se manter inerte às influências da mídia são comportamentos estimulados e ensinados por Maria Eduvirge em seu curso. ''Vivemos num mundo de escassez relativa, onde pensamos não possuir nada, quando na verdade poderíamos possuir só o suficiente'', diz.
Segundo a professora, avaliar os gastos de acordo com cada realidade também é essencial para manter o equilíbrio financeiro de uma família. A observação é confirmada pelo economista Cláudio Luiz Chiusoli: ''O planejamento familiar, a meu ver, é essencial para evitar gastos desnecessários.'' Como bons exemplos de planejamento, Cláudio cita a elaboração de listas para compras em supermercados e a fuga dos juros dos cartões de crédito e do cheque especial.
''Aconselho sempre as pessoas a nunca realizarem compras em supermercados quando estão com fome. Isso pode fazer com que sejam feitas compras sem a menor necessidade'', afirma o economista, citando estatísticas que dizem que 80% das compras realizadas em supermercados são feitas por puro impulso. ''Outro bom conselho para evitar compras desnecessárias é nunca levar crianças às compras'', diz. Cláudio também sugere como uma boa alternativa para pagamento de dívidas com cartão de crédito o empréstimo em bancos, onde os juros, apesar de serem igualmente abusivos, são menores que os do cartão.
Cláudio ainda lembra de uma regra conhecida por praticamente todas as donas de casa, e que não pode ser abandonada nunca. ''Pechinchar. É a melhor forma que conheço para se fazer economia''.


