Curso de entidades de classe é opção para os profissionais
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de julho de 1998
Agência Estado 
Cursos de requalificação, atualização e aprimoramento profissional, oferecidos por diversas entidades de classe, podem ser boa opção para profissionais que precisam suprir alguma deficiência no seu trabalho. As opções são variadas, e a escolha deve recair sobre a que melhor atenda a suas necessidades.
O Instituto de Cursos da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Icabav), por exemplo, oferece cursos em três áreas: atendimento ao cliente, marketing e comunicação e gestão de empresa. O presidente da entidade, João Pereira Martins, diz que o objetivo dos cursos é oferecer a seus associados instrumentos que lhes possibilitem crescimento profissional, no âmbito do atual cenário de competitividade. Esse tipo de curso agrega valor ao profissional. Quem faz esse treinamento tem uma qualificação a mais e, com isso, consegue diferenciar-se no mercado. Esse profissional, portanto, tem mais condições de obter promoções ou de ser o escolhido em uma seleção de pessoal.
O interesse por esses cursos vem aumentando a cada ano, comenta Martins. No ano passado, o Icabav promoveu 57 cursos no Brasil, frequentados por aproximadamente 1,2 mil alunos. Para este ano, o número de cursos deve subir para 200 e a expectativa é de mais de 3 mil participantes. Em geral, as entidades bancam parte das despesas do curso para seus associados.
As entidades elaboram a grade curricular dos cursos a partir de pesquisas de opinião realizadas entre os associados e ex-alunos. Martins diz que a grade não é rígida, ela precisa ser suficientemente flexível para incluir novidades que surjam durante a realização dos cursos.
Em todos os cursos, existem as disciplinas básicas, mas os professores são orientados para incluir em suas aulas quaisquer novidades que possam interessar ao grupo.
A escolha dos professores, aliás, leva em conta não só a parte teórica, mas também a rotina do trabalho. Em boa parte dos cursos, uma parcela deles é formada por profissionais do próprio mercado e a outra, por professores de universidades.
Sérgio Vieira, vice-presidente do Secovi, o sindicato da habitação, diz que as entidades também fazem parcerias com universidades para elevar ainda mais o nível dos cursos. O Secovi mantém um curso de pós-graduação em parceria com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Ele lembra que, com a globalização, o profissional precisa ficar cada vez mais atento às inovações que surgem no seu campo de trabalho não apenas no Brasil, como também no mercado internacional. Só assim, ele vai conseguir sobreviver profissionalmente diante da competitividade.
O presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Roberto Brizola, considera que, além de cursos, as palestras também podem ser eficazes na transmissão de conhecimento para os profissionais. Isso porque o clima descontraído deixa os alunos mais à vontade para fazer perguntas e envolver-se no assunto.


