Diante da ocorrência de eventos de grande magnitude no País nos próximos anos, setores turístico e de serviços buscam qualificação de mão de obra para conquistar a satisfação dos turistas. Apesar da característica de povo acolhedor e receptivo, o Brasil ainda depende da profissionalização do atendimento e da infraestrutura para garantir uma recepção de qualidade aos visitantes.
Segundo avaliação do professor do curso de Turismo da Universidade Paulista (Unip), Djacy Mangueira de Almeida, que esteve ontem em Londrina para apresentar o Curso de Hospitalidade, o desafio é não descuidar da capacitação, que deve ser uma atividade constante. ''Pela primeira vez, nós nos colocamos em uma vitrine em que o produto Brasil pode ser muito bem aceito no exterior. Isso vai depender do preparo de mão de obra. Paisagem, beleza natural e cultura nós temos, o que precisamos é harmonizar isso por meio de um atendimento interessante'', argumenta.
O executivo do Londrina Convention, Diego Menão, afirma que a Copa do Mundo pode trazer dois reflexos para Londrina. Caso Londrina não participe diretamente da competição, a região ainda vai se beneficiar com a movimentação de cerca de 600 mil estrangeiros no País. ''Essa pode ser uma oportunidade para captar visitas à região. Com os turistas que irão para Foz do Iguaçu, podemos articular passagens por Londrina'', sugere.
Além disso, Menão lembra que Londrina pode sediar um centro de treinamento para uma seleção estrangeira e que possui um hotel credenciado pela Federação Internacional do Futebol (Fifa) para receber turistas durante a Copa. Segundo ele, a rede hoteleira qualificada para atendimento de um número elevado de pessoas, a ampla rede de serviços e a localização privilegiada deixam o Município com grandes chances de ter um envolvimento direto com a Copa do Mundo.
O professor Djacy de Almeida revela que a hospitalidade se tornou uma ferramenta de marketing poderosa para a construção e manutenção de uma marca. Ele explica que a hospitalidade ocorre em cinco domínios: privado, social, comercial, corporativo e virtual. A hospitalidade privada é a doméstica e a social é aquela em que uma comunidade se coloca a serviço de um grupo. Os turistas, lembra o professor, buscam segurança e interação e, para atender a essas necessidades, é preciso melhorar a qualidade de vida dos moradores do local.
No domínio comercial, a reciprocidade se baseia em troca monetária. Entre seus componentes estão os meios de hospedagem, alimentação, eventos, lazer e acessibilidade. Já a hospitalidade corporativa se ampara nas normas de ética e etiqueta profissional com o propósito de melhorar a imagem da organização, estabelecer conceitos de valores para as marcas e aprofundar os relacionamentos empresariais. Por fim, a hospitalidade virtual se dá em função da busca de proximidade com clientes. A internet é frequentemente utilizada por turistas para obter informações sobre o local de destino.
O Curso de Hospitalidade será promovido, no dia 21 de janeiro de 2012, pela Oficina de Eventos, o Londrina Convention & Visitors Bureau, a Associação Comercial de Industrial de Londrina (Acil) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Londrina (Abrasel). O curso tem custo de R$ 130, mas os associados da Acil, Abrasel, Londrina Convention & Visitors Bureau e do Londrina Tour recebem desconto de 20%. As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de janeiro no site www.oficinadeeventos.net.

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