Trinta profissionais entre engenheiros civis, arquitetos, ambientalistas, empresários e funcionários públicos participam do primeiro curso de commodities ambientais do Paraná. As atividades começaram ontem e terminam hoje. O objetivo é formar um grupo profissional com conhecimento nessa área. ‘‘Trata-se de um tema novo, que não tem literatura a respeito, por isso é preciso ampliar a discussão’’, explicou Francisca Curi, do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná, entidade que organizou o curso.
‘‘O conceito de commodity ambiental é recente no Brasil e os profissionais precisam receber informações necessárias para identificar as oportunidades de negócios’’, disse Curi. A economista Amyra El Khalili, que ministra o curso, é uma das pioneiras nesse assunto no Brasil. Ela trabalha há 15 anos com mercados futuros e commodities. Hoje coordena um grupo de mais de seis mil pessoas que trocam informações sobre meio ambiente.
A formulação de estratégias para exploração do mercado de commodities ambientais passa pelo desenvolvimento de programas financeiros e parcerias entre sociedade civil organizada, iniciativa privada e setor público. ‘‘Com as commodities ambientais é possível diversificar a produtividade agropecuária para minimizar riscos de inadimplência, promovendo o intercâmbio entre o sistema financeiro, agricultura e meio ambiente’’, explicou.
No curso, a economista fala desde os conceitos e potencial do mercado de commodities ambientais no Brasil, sua participação no mercado internacional, marketing, até o desenvolvimento de um projeto econômico e financeiro para o setor agro-florestal. ‘‘Durante a aplicação de case (que acontece hoje) pretendemos identificar parceiras possíveis e potencialidades das commodities ambientais no Paranᒒ, explica a economista.

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