Curitibano volta a pagar caro pelo combustível
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O consumidor que abasteceu o carro desde a última quarta-feira em Curitiba foi surpreendido pela alta da gasolina e do álcool. A maior parte dos postos estava cobrando R$ 2,19 pelo litro da gasolina e aumentou o preço para R$ 2,49. O produto ficou R$ 0,30 mais caro para o consumidor final ou 13,6%. Antes da alta, alguns postos vendiam o produto por R$ 2,13. Até a semana passada, o preço médio na distribuidora era de R$ 2,09. Desde a última semana de julho, a gasolina vinha mantendo um preço médio estável de R$ 2,26.
O álcool era comercializado na maior parte dos postos por R$ 1,19 e passou para R$ 1,49, ou seja, um aumento de R$ 0,30 por litro ou 25,2%. Até a última terça-feira, o produto podia ser encontrado por R$ 1,15. Segundo levantamento semanal de preços realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), desde a última semana de julho, o valor médio do produto foi mantido em R$ 1,31. Na semana passada, o preço médio na distribuidora era de R$ 1,15. Isso significa que tinha postos que compravam por R$ 1,15 e vendiam por R$ 1,15.
O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Rui Cichella, explicou que o preço da gasolina e do álcool subiu nas bombas porque as companhias distribuidoras começaram a diminuir as promoções. Segundo ele, ainda há alguns postos que não subiram os preços.
Cichella disse que em períodos de férias, como em julho, as distribuidoras se programam com estoques e fazem promoções para baixar o volume de combustível comprado. Ele explicou que, caso as distribuidoras não atinjam o percentual de vendas esperado, são obrigadas a reduzir o preço para diminuir os estoques. Depois que o estoque fica baixo, o valor dos produtos começa a subir novamente.
Ainda segundo o vice-presidente do Sindicombustíveis, não é possível prever quanto tempo os preços da gasolina e do álcool vão permanecer nesse patamar. ''Vai depender das vendas e do consumo'', comentou.
O vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz, disse que a entidade não tem acompanhamento sobre as práticas de preços das empresas.
Ele destacou que a guerra de preços acontece em todo o Brasil. Com a intensificação da competição, os preços começam a baixar, o que é positivo para o consumidor. Vaz disse que a queda de preços é extremamente danosa para a imagem do setor porque ''parece que os preços comportam esse tipo de queda''. Quando os postos percebem que é ''impossível sustentar isso, os preços sobem e o consumidor reclama''.


