Curitiba O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Curitiba para famílias que recebem de 1 a 40 salários mínimos foi de 1,53% no mês de dezembro em comparação ao mês anterior, que havia registrado a maior variação dos últimos quatro anos (2,95%). O levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgado ontem, aponta que o acumulado do ano de 2002 ficou em 12,02%. Esse também foi o maior índice anual desde que o órgão reiniciou as pesquisas em 1999. Em 2001, a inflação acumulou alta de 5,9%.
De acordo com o economista do Ipardes, Gino Schlesinger, os itens que mais pressionaram a inflação em dezembro foram os medicamentos, que tiveram alta de 5,62%, cigarros (9,29%) e almoço e jantar (2,69%). No ano, os grandes vilões da inflação foram a tarifa de ônibus urbano (20%), pão francês (40,24%), leite pasteurizado (29,77%), energia elétrica (16,16%) e álcool combustível (34,55%).
O grupo de alimentos e bebidas foi durante todo o ano o principal responsável pela alta no custo de vida do curitibano, acumulando variação de 19,97%. Em dezembro, o segmento apresentou alta de 2,56%, que contribuiu com 0,5% no resultado do mês. Apesar de positiva, a variação foi bem menor que a registrada em novembro (6,23%).
Dentro do grupo, além do almoço e jantar, os produtos que mais tiveram influência em dezembro foram leite pasteurizado (4,84%), refrigerante (4,87%), açúcar refinado (10,31%), ovo de galinha (16,82%) e arroz (6,96%). Alguns produtos apresentaram queda tomate (-38,54%), uva (-24,14%), pêssego (-28,62%), manga (-31,43%) e pimentão (-27,22%). Mas na avaliação do economista, a variação menor aconteceu em razão dos aumentos terem sido menos intensos. Um exemplo disso é o açúcar que, em novembro, teve alta de 40,10%.
Despesas pessoais foi o segundo grupo que mais influenciou a alta no IPC, registrando variação de 1,57%. Saúde e cuidados pessoais ocupou o terceira lugar com alta de 2,32%, pressionado principalmente pela alta dos medicamentos. Dentre os tipos de medicamentos que sofreram as maiores altas, destacam-se os antibióticos (5,28%) e anti-inflamatório (5,51%).
Schlesinger informou que a projeção para janeiro é de que o IPC fique em 1,2%. Segundo ele, o aumento no preço da gasolina é o que mais pesará na composição do índice. O economista lembrou que janeiro é um mês difícil por conta dos aumentos nas mensalidades escolares, além das altas já previstas nas tarifas de água e esgoto, no Imposto sobre Propriedade de Veículos Auto-motores (IPVA) e no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

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