Curitiba - O curitibano pode acompanhar ontem o registro oficial da virada para a casa do trilhão do impostômetro, medidor digital de tributos federais, estaduais e municipais. No aparelho instalado em 2004 na fachada da Associação Comercial do Paraná (ACP), no centro de Curitiba, o resultado do recolhimento foi marcodo às 12h30.
O presidente da ACP, Edson Ramon, explica que a carga tributária no País vem crescendo todo ano cerca de 14%, em valor nominal ou, se excluída a inflação, em quase 10% ao ano. O resultado, segundo ele, é que de 2003 a 2010 a carga tributária no País passou de 31% do Produto Interno Bruto (PIB) para quase 35%. O valor médio pago por brasileiro em tributos em 2010, de acordo com a ACP, é de R$ 5 mil.
''É preciso cobrar do próximo presidente uma postura firme para baixar estes impostos'', defende Ramon, ressaltando que o setor produtivo é um dos mais prejudicados com os altos tributos. Para ele, com exceção das pequenas e micros empresas, que foram contempladas pela criação do Simples e por uma política de isenção fiscal, no Paraná, as grandes e médias empresas estão pagando mais impostos. ''As grandes ainda têm meios de superar, mas as médias não têm saúde financeira nem saúde logística para se desenvolver ou exportar'', diz.
O problema, segundo ele, é que assim como a arrecadação aumenta 14% ao ano, os gastos do governo têm aumentado 15% ao ano, ou seja, sem resultar em poupança para o Brasil. ''Com isso, o governo não consegue investir em infraestrutura, o que traz um atraso para o País'', argumenta. Para ele, não adianta o País crescer ao rirmo de 7% ao ano, se não der sustentabilidade para os próximos anos.

Números
Arrecadação tributária no Brasil
Ano Arrecadação
2006 R$ 816 bilhões
2007 R$ 925 bilhões
2008 R$ 1,054 trilhão
2009 R$ 1,088 trilhão
2010 mais de R$ 1,2 trilhão (previsão)

Fonte: Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

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