Curitiba vira centro pró e contra transgênicos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de outubro de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Curitiba se tornou, ontem, um palco para manifestações pró e contra produtos transgênicos. Casualmente, duas organizações não governamentais (ONGs) promoveram eventos de repercussão que tiveram como tema os alimentos geneticamente modificados e seus impactos sobre os consumidores e o meio ambiente. As duas ONGs traçaram a mesma estratégia de levar os eventos em torno dos transgênicos para outras capitais e cidades de grande porte do País.
O Greenpeace lançou a campanha ''Essa não dá para engulir'', onde os ativistas da Ong percorreram as ruas centrais da cidade e diversos restaurantes para distribuir o Guia do Consumidor. O Instituto para o Desenvolvimento Socioambiental (Idesa) promoveu um seminário que tem como objetivo levar ao grande público uma discussão sobre biotecnologia, transgênicos, orgânicos e desenvolvimento sustentável. O encontro teve a participação da economista Amyra El Khalil, indicada para o prêmio Nobel ''Mil Mulheres pela Paz'' (ver matéria nesta página).
O guia do consumidor, distribuído pelo Greenpeace, é um instrumento de conscientização para as pessoas que têm o direito de saber o que estão consumindo, disse a ativista Gabriela Couto. Segundo ela, a receptividade dos consumidores foi excelente e muitos disseram que iriam levar o guia aos supermercados quando forem fazer suas compras. ''A idéia é promover uma resistência à entrada dos transgênicos no Brasil, utilizando o guia como ferramenta'', destacou.
Gabriela revelou ainda que os ativistas notaram muita desinformação por parte dos donos de restaurantes em relação à composição dos produtos que colocam nos pratos que servem aos consumidores. O Greenpeace planeja elaborar um levantamento para construir uma rede de restaurantes livre de produtos geneticamente modificados.


