Curitiba trocará 84% do sistema de iluminação pública
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terça-feira, 29 de dezembro de 1998
Guilherme Vieira 
A Prefeitura de Curitiba vai investir R$ 8 milhões em parceria com a Copel e com a Eletrobrás por meio do Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica (Procel) para substituir 83,7% do sistema de iluminação pública da capital paranaense. O convênio foi assinado ontem, e vai permitir uma economia de R$ 161.717 (25,3%) ao mês nas despesas do município com iluminação pública, que atualmente são de R$ 686.844 ao mês. Outro ponto que vai ser afetado pela troca no equipamento é a melhora da qualidade da iluminação de rua. Vamos melhorar a eficiência da iluminação oferecendo maior visibilidade e segurança à população, disse Taniguchi.
Para o presidente da Copel, Ingo Hubert, este investimento vai permitir o espaçamento dos investimentos realizados na implantação de unidades produtoras de energia elétrica, garantindo economia de recursos financeiros e ambientais. Cada 1 megawatt economizado representa uma pequena usina implantada a custo zero. Este é um exemplo a ser seguido, disse. Pelo convênio, a prefeitura vai investir R$ 1,4 milhão em serviços e mão-de-obra, a Eletrobrás vai garantir R$ 4 milhões e a Copel R$ 2,6 milhões.
Entretanto, este investimento não vai trazer aos moradores de Curitiba qualquer desconto extra na taxa de iluminação pública. Segundo Cassio Taniguchi, os valores economizados com o novo sistema vão ser utilizados em um primeiro momento para custear a participação do município no projeto.
Taniguchi explicou, que depois de concluída a implantação do novo sistema, a receita economizada vai ser utilizada para implantar novos trechos de iluminação pública na cidade. Vamos reutilizar o dinheiro em investimentos, porque a cidade não pára de crescer, afirmou.
O sistema de iluminação pública começa a ser implantado em Curitiba no início do próximo ano, deve levar até 10 meses para ter a sua instalação concluída. O projeto foi desenvolvido pelo Laboratório Central de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná e Copel (LAC Tec) durante dois anos, tendo consumido R$ 1 milhão do Procel em pesquisa e desenvolvimento dos equipamentos.
A capital paranaense é a primeira cidade a utilizar o sistema completo desenvolvido pelo LAC Tec. Outras 23 cidades do Sul do país e algumas capitais do Nordeste como Salvador e Maceió já vêm utilizando alguns equipamentos do sistema, mas de forma isolada.


