Curitiba teve a menor inflação do Brasil
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2003 teve uma variação de 9,3% no ano. Somente no mês de dezembro, a variação positiva foi de 0,52%. A queda do IPCA de 12% para 9,3% entre 2002 e 2003, segundo avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve-se principalmente a boa safra de produtos agrícolas e a menor influência do dólar sobre os preços ao consumidor. Os itens que mais contribuíram para um ligeiro aumento inflacional do mês de dezembro foram os valores dos cigarros e o reajuste das tarifas de ônibus urbanos em pelo menos três capitais brasileiras: Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA) e Fortaleza (CE).
Entre as regiões metropolitanas pesquisadas, Curitiba foi a que teve o menor índice de IPCA em 2003. Nos 12 meses do ano, os valores dos produtos pesquisados tiveram um aumento de 7,33%. No mês de dezembro a variação, na comparação ao mês anterior, foi de 0,33%. A pesquisa do IBGE tem como base de dados as famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia e Brasília.
Em 2003, o item que mais teve maior variação positiva nacional foi a comunicação, 18,7%. O item com menor variação foi o de artigos de residência, 6,9%. As tarifas públicas como ônibus urbanos (20,9%), energia elétrica (21,3%) e telefone fixo (0,6%). Os alimentos tiveram um reajuste de 7,5%. Alguns itens pesaram mais no índice final. São eles: arroz (25,2%) e café (25,4%). Os que tiveram maior impacto negativo na composição final do índice foram o açúcar cristal (-31,8%) e a farinha de trigo (-18,3%).
Em Curitiba, os itens que mais pesaram para composição do índice foram as tarifas públicas (principalmente o setor de transportes, que fechou com alta de 4,43%), alimentação e bebidas (5,17%). Alguns artigos de residência, como televisão, som e informática tiveram queda acentuada de preço em 2003, em média -6,27%.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou o ano em 10,38% e o mês de dezembro em 0,54%. Em 2003, os alimentos tiveram alta de 7,17% e os produtos não alimentícios, de 11,88%. O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de um a oito salários mínimos. O chefe da família tem que ser assalariado. Também nesse item, Curitiba foi a capital com o menor índice pesquisado: 7,47% no ano. Somente em dezembro, a variação positiva ficou em 0,22%.
Os itens que tiveram a menor variação positiva em 2003 para composição do INPC foram alimentação e bebidas (5,32%) e transportes (6,72%). As principais deflações foram registradas na alimentação, chegando a -22,25% o preço de tubérculos, raízes e legumes.


