Curitiba se destaca na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgada anteontem, como a capital com um dos menores índices de concentração de renda do País. A cidade possui o segundo melhor desempenho, perdendo apenas para São Paulo, que continua a apresentar o menor índice. Fortaleza lidera o ranking de concentração de renda no País, tendo Salvador e Recife logo atrás.
A POF foi feita entre 1995 e 1996 tendo como base dados coletados em 16 mil domicílios brasileiros definidos pelo IBGE. Segundo a pesquisa, o salário familiar médio dos moradores de Curitiba e Região Metropolitana é de R$ 1.750,18, para famílias compostas por 3,68 pessoas em média; e fica próximo dos salários dos paulistanos, cujo valor médio é de R$ 1.850,13. O gasto global das famílias de curitibanos chega a R$ 1.258,20, segundo a pesquisa.
Curitiba teve recorde na variação das despesas com aluguel. De 1987 para 1996, este índice subiu 86,44%, passando a representar 3,30% das despesas contra 1,77% em 1987. O transporte urbano pesa mais 36,42% no bolso dos curitibanos, que gastam 2,06% com esse item contra 1,51% das despesas em 1987.
Outro índice que teve aumento significativo para os moradores da Grande Curitiba foi o gasto com plano e seguro de saúde, que passou a representar 1,30% do orçamento doméstico, enquanto que em 1987 os gastos limitavam-se a 0,19%. A variação nesse caso é de 584,21%.
Em média, os curitibanos passaram a gastar mais 6,84% com a compra de remédios. Agora este índice representa 2,03% do orçamento doméstico - em 1987, a taxa era de 1,90%. O índice de compras de aparelhos eletrodomésticos e equipamentos do lar, pelo consumidor de Curitiba, ficou estável no período: 2,88% em 1996 contra 2,86% em 1987.

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