Curitiba tem segunda melhor taxa de distribuição de renda
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de dezembro de 1997
Elisa Marilia Carneiro Curitiba 
Curitiba se destaca na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgada anteontem, como a capital com um dos menores índices de concentração de renda do País. A cidade possui o segundo melhor desempenho, perdendo apenas para São Paulo, que continua a apresentar o menor índice. Fortaleza lidera o ranking de concentração de renda no País, tendo Salvador e Recife logo atrás.
A POF foi feita entre 1995 e 1996 tendo como base dados coletados em 16 mil domicílios brasileiros definidos pelo IBGE. Segundo a pesquisa, o salário familiar médio dos moradores de Curitiba e Região Metropolitana é de R$ 1.750,18, para famílias compostas por 3,68 pessoas em média; e fica próximo dos salários dos paulistanos, cujo valor médio é de R$ 1.850,13. O gasto global das famílias de curitibanos chega a R$ 1.258,20, segundo a pesquisa.
Curitiba teve recorde na variação das despesas com aluguel. De 1987 para 1996, este índice subiu 86,44%, passando a representar 3,30% das despesas contra 1,77% em 1987. O transporte urbano pesa mais 36,42% no bolso dos curitibanos, que gastam 2,06% com esse item contra 1,51% das despesas em 1987.
Outro índice que teve aumento significativo para os moradores da Grande Curitiba foi o gasto com plano e seguro de saúde, que passou a representar 1,30% do orçamento doméstico, enquanto que em 1987 os gastos limitavam-se a 0,19%. A variação nesse caso é de 584,21%.
Em média, os curitibanos passaram a gastar mais 6,84% com a compra de remédios. Agora este índice representa 2,03% do orçamento doméstico - em 1987, a taxa era de 1,90%. O índice de compras de aparelhos eletrodomésticos e equipamentos do lar, pelo consumidor de Curitiba, ficou estável no período: 2,88% em 1996 contra 2,86% em 1987.


