Curitiba - A taxa de inadimplência medida em Curitiba foi de 1,47% no mês de janeiro, considerado o menor índice desde de 2000. A queda na inadimplência em janeiro está ocorrendo pelo terceiro ano consecutivo e revela uma tendência do consumidor que está planejando melhor suas compras, ou seja está preferindo reduzir as compras de Natal, para comprar na liquidação promovida no mês de janeiro afirmou o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Élcio Ribeiro.
Para o empresário, o consumidor não comete mais o deslize de comprar além de suas possibilidades em dezembro, para depois deixar estourar suas contas nos meses de janeiro e fevereiro. ‘‘Mais consciente nas compras, o consumidor também está mais preocupado em zelar pelo seu nome’’, acrescentou o empresário. Ribeiro justifica que a melhoria nos serviços de proteção ao crédito também inibe a inadimplência no comércio.
Desde o final do ano passado, quando as informações de inadimplência passaram para um cadastro nacional com facilidade de acesso por parte do lojista em poucos segundos, o nível de calote caiu bastente. O cadastro nacional inibe principalmente a iniciativa de eventuais fraudadores que se deslocam para outras cidades e estados e faziam compras, dando endereços fictícios. As consultas no cadastro nacional dão informações on-line do bom e do mau pagador, o que facilita as transações no comércio, destacou Ribeiro. ‘‘Assim como o comércio pode podar as compras dos maus pagadores, também pode oferecer atrativos para os bons pagadores’’, afirmou.
Já o número de consultas ao SCPC (Sistema Central de Proteção ao Crédito), indicador de vendas a prazo, apresentou queda de 32,51% em janeiro, comparado ao mês anterior. Foram 486.520 consultas em dezembro de 2001 contra 328.355 em janeiro de 2002. Essa queda já era esperada, apesar de o consumidor ter investido nas compras motivado pelas liquidações atraentes no mês.
A queda de consultas ao Videocheque, indicador de vendas à vista, foi de 29,15% em relação a dezembro. Foram 363.231 consultas em dezembro de 2001 contra 257.366 em janeiro deste ano. A Associação Comercial detectou que o número de consultas ao Videocheque vem deixando de perder espaço para vários tipos de cartões, como aconteceu em 2000 e 2001.

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