Curitiba tem maior
queda nos produtos
da cesta básica
Com recuo de 4,10%, cidade já não lidera ranking das capitais mais caras
Carmem Murara
Os trabalhadores curitibanos pagaram menos para se alimentar no mês de maio, segundo levantamento mensal do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). A cesta básica teve uma redução de 4,10% em relação ao mês anterior, deixando a capital paranaense como líder nacional na queda dos preços. A redução só não foi maior porque o feijão e o arroz puxaram os preços para cima.
A quebra de safra do feijão em, praticamente, todo o País fez com que o produto ficasse mais caro no varejo. O aumento foi de 17,3%, enquanto o arroz subiu 4,8%. Além destes dois produtos, considerados essenciais na alimentação diária de uma família brasileira, também o trigo (6,2%), açúcar (3,7%) e manteiga (1,4%) ficaram mais caros. O restante dos 13 itens pesquisados pelo Dieese ficaram mais baratos, o que garantiu a redução nos preços.
A variação acumulada no ano está em 4,9%, pois nos meses de janeiro, março e abril houve aumento no preço dos produtos. Na análise dos últimos 12 meses, a cesta básica apresentou 17,89% de aumento. ‘‘Isso mostra que a cesta básica deixou de contribuir para garantir a estabilização do custo de vida’’, afirmou, ontem, o economista do Dieese, Nelson Karan.
O custo da cesta básica em Curitiba é de R$ 104,60, garantindo a ração alimentar para um trabalhador. Com a maior queda na variação, a cidade deixou de liderar o ranking das capitais com a cesta básica mais cara. A posição foi ocupada por São Paulo (R$ 112,14), enquanto Curitiba aparece como a capital que tem a segunda cesta mais cara. Os produtos mais baratos estão em Vitória, onde os alimentos básicos custam R$ 89,54. Um trabalhador comprometeu 87,46% do salário mínimo para se alimentar.

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