Curitiba tem maior inflação no IPCA-15 em abril
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), de abril, ficou em 0,36% bem acima do resultado de 0,11% de março. Nos últimos 12 meses, a taxa acumulada ficou em 5,40%, abaixo da taxa dos 12 meses imediatamente anteriores (5,65%). Em abril de 2008 o IPCA-15 foi 0,59%.
O IPCA-15 é apurado com base na variação dos preços entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês corrente. Já o IPCA é resultado da variação de preços ao longo do mês inteiro (do dia 1º a dia 30). O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação.
A maior variação entre as regiões pesquisadas aconteceu em Curitiba (0,56%), onde vários itens se mostraram acima da média nacional, com destaque para gás de cozinha (6,17%), artigos de limpeza (1,09%), cabeleireiro (5,56%) e manicure (4,49%), além do grupo Alimentação e Bebidas (0,61%). O menor índice foi registrado na região metropolitana de Belo Horizonte (0,12%), onde o grupo dos alimentos (-0,31%) e alguns outros itens ficaram mais baratos.
O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, disse que essa variação do IPCA-15 em Curitiba pode ser explicada porque alguns preços que não tiveram correção em meses anteriores, aproveitaram para repassar os aumentos.
Segundo ele, itens de serviço como manicure e cabeleireiro são muito sensíveis ao comportamento da renda da população. Cordeiro acredita que o aumento do salário mínimo regional e do salário mínimo nacional podem ter levado as pessoas a procurarem mais estes serviços, o que poderia ter motivado o aumento dos preços.
Em abril, o IPCA-15 (0,36%) ficou 0,25 ponto percentual acima da taxa de 0,11% registrada em março no índice nacional. De um mês para o outro, as maiores contribuições foram verificadas nos itens empregado doméstico (1,82%) e cigarro (6,62%), ambos com 0,06 ponto percentual de contribuição e, juntos, responsáveis por 0,12 ponto do índice. Esses itens acrescidos ao gás de cozinha (3,20%) e remédios (1,13%), cada um com 0,03 ponto percentual, respondem por 0,18 ponto percentual no mês. Com isto, o agrupamento de produtos não alimentícios apresentou variação de 0,39%, acima da taxa de março (0,08%).
Em relação aos alimentos, a taxa ficou muito próxima à do mês anterior, passando de 0,21%, em março, para 0,20% em abril. Vários itens importantes no consumo das famílias continuaram mais caros de um mês para o outro, a exemplo dos pescados (de 0,94% para 5,46%), açúcar refinado (de 10,72% para 7,81%), ovos (de 3,66% para 9,04%) e batata-inglesa (de 1,64% para 10,22%). Por outro lado, mantendo a taxa do grupo Alimentação e Bebidas em nível semelhante ao do mês anterior, continuaram em queda: arroz (de -1,33% para -1,84%) ), carnes (de -3,01% para -1,98%), feijão carioca (de -10,17% para -11,38%), feijão preto (de -7,78% para -12,59%).


