Curitiba teve a maior inflação entre as demais capitais do País no mês de julho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Getúlio Vargas foi de 1,74%, conforme divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Economia. Além de ser o maior percentual entre as capitais, ele foi o maior do ano. A inflação média no País ficou em 1,36%, sendo que a menor variação foi registrada em Belo Horizonte com 1,02%.
O IPC é verificado em 12 capitais brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo). A pesquisa em Curitiba começou em fevereiro com a participação do Instituto Superior de Administração e Economia (Isae/FGV).
Os números da FGV ficaram mais altos do que a inflação divulgada nesta semana pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O índice ficou em 1,05%. Foi o maior dos últimos 12 meses e subiu 0,74 ponto percentual sobre junho, quando a inflação ficou em 0,31%.
Os segmentos de habitação e transportes foram os que mais contribuíram para o índice elevado do custo de vida, calculado pela FGV. Os itens que compõem o setor habitação tiveram alta de 3,44%, influenciados pelo aumento da tarifa de telefone e do custo da eletricidade.
No setor de transportes, as altas nos combustíveis e nos transportes coletivos determinaram a inflação de 2,37%. O ônibus urbano ficou 4,97% mais caro e o interurbano 10,3%.
O custo de vida aumentou também para o segmento de saúde e cuidados pessoais. Os planos e seguros de saúde tiveram alta de 2,51% e foi o item que mais encareceu.
Alimentação foi um dos itens que menos sofreu impacto com o aumento dos preços. A variação foi de 0,12%, revertendo uma tendência de queda nos meses anteriores. Em julho houve queda no preço dos hortifrutigranjeiros, alimentos prontos e congelados. As refeições em restaurantes também ficaram mais baratas. ''Mesmo com esse pequeno aumento, o índice de preços de Curitiba no segmento de alimentação foi o menor do País'', disse o superintendente do Isae/FGV, Norman de Paula Arruda Filho.
Por causa da chegada do frio, em julho, houve um aumento de 0,59% no preço das roupas. Mas a expectativa é que com as liquidações de inverno ocorra uma deflação no setor vestuário. No índice do Ipardes, o vestuário teve queda de preço de 2,03%, em julho.

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