Curitiba - O preço da cesta básica de Curitiba foi o que mais aumentou em outubro entre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e ficou 5,78% mais cara. Este foi o segundo mês de alta. Com isso, a cesta acumula uma elevação de 8,34% nos dois últimos meses. No período de maio a agosto tinha registrado uma queda de -10,11%. Tomate, batata, banana e farinha de trigo puxaram o preço da cesta para cima e tiveram variações por conta de questões climáticas e entressafra. O custo da cesta para uma família curitibana em outubro foi de R$ 695,88. Em valor, Curitiba ficou na terceira posição entre as 17 capitais pesquisadas.
Em outubro, todos os 13 produtos pesquisados pelo Dieese subiram. O maior aumento aconteceu com o tomate que subiu 23,03% e inclusive foi a variação mais elevada entre todas as capitais. De julho a setembro, esse produto tinha caído -30%. Em junho custava R$ 2,37 o quilo, em setembro era R$ 1,65 e, em outubro, subiu para R$ 2,03. Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, o aumento do último mês é reflexo da entressafra.
O segundo produto que mais subiu foi a batata (+18,71%). Entre junho e setembro tinha caído -60%. Em maio, o quilo do produto custava R$ 3,44, em setembro caiu para R$ 1,39 e agora sai por R$ 1,65. A entressafra também é a explicação para o aumento.
A banana subiu 14,79% influenciada pelo clima. O quarto item que ficou na lista dos maiores aumentos foi a farinha de trigo com alta de +9%. Em agosto, o quilo do produto era vendido por R$ 1,25 e agora sai por R$ 1,45. Silva explicou que a produção nacional caiu, aumentou a importação por parte do Brasil e houve quebra na safra de alguns países.
O açúcar subiu 7,56% em outubro. De abril a agosto teve queda de -28,48%. Em março o quilo do produto custava R$ 2,39, em agosto caiu para R$ 1,71 e, em outubro, subiu para R$ 1,85. A explicação para o aumento é a entressafra.
Além destes alimentos também ficaram mais caros feijão (+6,11%), óleo de soja (+5,54%), manteiga (+3,94%), pão (+2,93%), carne (+2,39%), arroz (+1,74%), leite (+1,67%) e café (+0,88%).
No ano, a cesta acumula uma alta de 9,49% e nos últimos 12 meses de 7,10%. Silva acredita que em novembro a cesta mantenha a tendência de alta, mas em patamares inferiores a outubro. No ano, os produtos que mais subiram foram feijão (+23,75%), leite (+18,35%), carne (+17,85%) e farinha de trigo (+15,08%). As maiores quedas ficaram com tomate (-12,12%) e batata (-7,82%).

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