Curitiba tem maior desemprego desde 95
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Carmem Murara Curitiba 
A taxa de desemprego na região metropolitana de Curitiba chegou ao mais alto nível desde janeiro de 1995. O índice de desempregados em março (último balanço divulgado) foi de 14,4% da população economicamente ativa, o que representa 150 mil trabalhadores sem conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Há dois anos, o desemprego atingia 8,9% da população. Os números fazem parte da pesquisa mensal feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e Dieese.
O desemprego mantém uma linha ascendente desde que a pesquisa começou a ser feita, em dezembro de 94. A taxa atingiu os dois dígitos em março de 95, quando chegou a 10,3%. Um ano depois, a região metropolitana tinha 13,5% de desempregados. No primeiro trimestre deste ano, os índices mantiveram a tendência de crescimento, passando de 12,1% em janeiro para 13,5% em fevereiro. A pesquisa é feita todos os meses em dois mil domicílios.
Somente em Curitiba a taxa de desemprego atingiu 12,9% em março. Nos demais municípios o índice foi de 17,1%. A maioria dos segmentos populacionais apresentou um avanço progressivo no nível de desocupação profissional.
O secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Joni Varisco, tem números mais animadores que os do Ipardes. Segundo Varisco, o Estado gerou 33 mil novos empregos com carteira assinada, de janeiro a maio deste ano.
A região metropolitana de Curitiba tem pouco mais de 1 milhão de trabalhadores economicamente ativos e 692 mil inativos. No mês de março, houve um acréscimo no número de pessoas que passou a procurar qualquer tipo de profissão, seja no mercado formal ou no informal. Mas deste total, apenas 17 mil encontraram emprego. O restante engrossou a lista dos desempregados. O desemprego é crescente, porque há uma entrada cada vez maior de mão-de-obra no mercado, afirmou o economista do Dieese Cid Cordeiro.
A construção civil e a indústria de transformação foram as responsáveis pelas demissões. Os dois setores fecharam 4 mil vagas. Na construção civil a variação negativa da taxa de desemprego foi de 4,1% e na indústria de transformação a queda foi de 1,2%. Os setores de serviços e comércio tiveram saldo positivo em contratação de funcionários.


