Os produtos que compõem a cesta básica ficaram 4,5% mais caros em abril, o que representou uma variação acumulada de 7,5% desde o início do ano, em Curitiba. Foi o maior aumento entre as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. O resultado da pesquisa foi apresentado ontem e mostra que a carne, batata e banana estão no topo da lista dos produtos que ficaram mais caros.
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, sete subiram de preço e cinco ficaram mais baratos. O Dieese não apurou a variação no preço do açúcar. A batata ficou 23,5% mais cara e a carne 12,9%. Entre os produtos que abaixaram de preço estão o tomate, com queda de 14,6%, o óleo com redução de 6,9% e o arroz com 2,1%. No caso da carne, o Dieese pesquisa o preço do quilo do coxão mole.
A carne é o produto que tem o maior peso na composição do custo da cesta básica, comprometendo 26,9% do salário mínimo. A variação acumulada da carne nos últimos 12 meses foi de 22,4%, mas desde o início do ano, houve um recuo médio no preço de 1,2%. A variação está sempre atrelada à oferta do produto no comércio varejista.
Pela pesquisa, uma família curitibana formada pelo casal e duas crianças precisaria de R$ 334 para se alimentar com os produtos da cesta básica. Isto representa 2,23 salários mínimos. Os gastos apenas com alimentação consumiram 73,9% do salário mínimo. O comprometimento é praticamente o mesmo registrado na média anual no ano passado.
Entre as capitais que fazem a pesquisa da cesta básica do Dieese, São Paulo aparece na liderança com os produtos mais caros. A cesta básica paulista é de R$ 115,92, seguido de Curitiba com R$ 111,61 e de Brasília com R$ 110,47. A capital com a cesta mais barata é Salvador – R$ 87,23.

mockup