Curitiba O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de fevereiro em Curitiba ficou em 1,64%. Foi a segunda menor taxa registrada entre as 12 regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando atrás apenas de Recife, onde o índice foi de 1,12%. Os preços para cálculo foram coletados no período de 15 de janeiro a 12 de fevereiro e comparados com os preços vigentes de 10 de dezembro a 14 de janeiro.
A média nacional do IPCA-15 ficou em 2,19%, resultado superior ao índice de janeiro (1,98%). Segundo o IBGE, o crescimento da taxa foi puxado pelos reajustes ocorridos nas tarifas dos ônibus urbanos (de 2,23% para 8,06%) e intermunicipais (de 1,89% para 9,57%); nos preços da gasolina (de 3,13% para 6,64%) e do álcool (de 1,28% para 9,47%), refletindo, ainda, os reajustes do final do ano passado, além de aumento na base de cálculo do ICMS; e nas mensalidades escolares (de 0,57% para 6,59%).
Em Curitiba, a alta no preço dos combustíveis (8,13%) foi o que mais pesou na composição do IPCA-15 de fevereiro. O IBGE registrou variação de 7,97% no preço da gasolina e de 8,63% no álcool. No item transportes, que apresentou variação de 2,13%, o aumento foi puxado principalmente pelas corridas de táxi (10,73%) e transporte escolar (3,76%). Os alimentos e bebidas registraram alta de 1,61%, habitação (0,12%), aparelhos eletroeletrônicos (1,77%). Os combustíveis domésticos (gás de cozinha) tiveram queda de 5,78%.
O IPCA-15 se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. O índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA, que tem coleta de preços realizada ao longo do mês civil. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços.

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