Curitiba tem inflação de 0,61% no mês
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quarta-feira, 12 de março de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba A inflação de fevereiro em Curitiba foi de 0,61%, quase um terço inferior ao índice de janeiro, de 1,88%, de acordo com o Índice de Preços do Consumidor (IPC). No entanto, a queda não refletiu reduções de preços, mas sim as liquidações de roupas realizadas na cidade no mês passado. O IPC foi divulgado ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
A taxa de 0,61% é considerada alta para o mês de fevereiro, informou o economista do Ipardes Carlos Soska. ''Mas mesmo assim, foi um bom índice. A gente esperava uma queda em relação a janeiro, que tradicionalmente ocorre, mas até que a queda foi bem acentuada, por causa das liquidações que vários shoppings fizeram'', relatou. O grupo de vestuário variou -3,36% no mês. Entre os itens que mais tiveram redução de preço, estão calça masculina (-7%), blusa e camiseta infantil (-11,31%) e blusa feminina (-6,4%).
O índice de fevereiro só não foi menor por causa da grande pressão causada pelo setor de transportes e comunicação, que teve alta de 1,69%. Sozinho, o grupo respondeu por 0,41 dos 0,61 pontos da inflação. Os produtos que mais subiram nessa área foram o álcool (14,61%) e a gasolina (4,9%). A tarifa de ônibus em Curitiba, que subiu 13%, não impactou muito, porque o reajuste ocorreu na última semana do mês. ''Desses 13% de aumento, 9% serão sentidos apenas na inflação de março'', disse Soska.
Os alimentos subiram 2% em fevereiro, quatro pontos percentuais a menos que em janeiro. ''Ainda está num patamar alto. Os preços subiram muito no ano passado por causa do dólar e agora que a taxa de câmbio está estabilizada e até regredindo, não está ocorrendo o repasse'', avaliou Soska. Os principais aumentos de fevereiro ocorreram com a batata inglesa (37,64%) e o tomate (45,35%).
O grupo de despesas pessoais teve variação de 0,13% no IPC, impulsionado principalmente pelo valor dos cursos de idiomas, que subiram 3,96%. Os artigos de residência (0,23%) e habitação (0,03%) tiveram pequeno aumento, que não influenciaram no índice geral do IPC, explicou Soska. O grupo de saúde e cuidados pessoais teve redução de -13%, mas a participação no índice geral é pequena.


