Curitiba tem deflação de 0,14% em julho
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quarta-feira, 23 de julho de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
O tomate passou de vilão e aliado: queda de 27,73% no preço
Curitiba O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) apresentou deflação de 0,14% em Curitiba no mês de julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas demais regiões do País, a deflação foi maior e a média ficou em 0,18% no período. Essa foi a primeira deflação para o índice desde setembro de 1998, quando a queda foi de 0,44%.
Com a taxa de julho, o IPCA-15, índice que mede a inflação 15 dias antes do índice oficial que é o IPCA, acumula no ano uma alta de 7,56% e 16,01% nos últimos 12 meses. Em junho, o IPCA-15 havia apresentado alta de 0,22%.
De acordo com o IBGE, a deflação vem sendo provocada pela queda de 1,02% no preço dos alimentos. O destaque das quedas de preços ficou para o tomate (-27,83%), cebola (-20,01%), batata-inglesa (-18,88%), açúcar cristal (-11,34%) e feijão carioca (-10,62%). Os principais itens com variações positivas mostraram desaceleração na taxa de crescimento dos preços em relação ao mês anterior. É o caso do arroz, cuja variação de preço caiu de 13,39% para 1,30%. E do leite pasteurizado, cuja variação de preço caiu de 3,01% no mês passado para 0,64%, este mês.
A gasolina manteve os preços em queda: -4,36% em junho e -4,51% em julho. O álcool, da mesma forma, continuou caindo: -7,19% em junho e -11,56% em julho. O cigarro, com queda de 3,43% e o gás de cozinha com queda de 0,28% também tiveram resultados negativos.
Os artigos de vestuário, que, em junho, haviam aumentado 1,93%, com a entrada da nova coleção no mercado, passaram para 0,85% em julho. As contas de condomínio, que haviam aumentado 3,06% em junho, tiveram variação de 0,68% em julho, ainda reflexo do aumento do salário mínimo ocorrido em abril, além de outros custos. Já a variação do salário de empregado doméstico aumentou de 0,29% para 1,24%, reflexo do reajuste do mínimo. Ficaram mais caros, também, os serviços de telefonia fixa (4,55%), em razão do reajuste que passou a vigorar a partir do final de junho.
Dos índices regionais, a maior queda foi registrada em Belém (-0,69%), onde os preços dos alimentos chegaram a atingir variação negativa de 2,93%.


