Curitiba tem cesta mais cara pelo 6º mês
Custo dos alimentos na Capital se mantém como o mais alto do País e preocupa prefeitura e órgãos envolvidos na pesquisa
Carmem Murara

Mauro Frasson
Problema na baseNelson Karan, do Dieese: ‘‘Pode estar faltando uma política de estocagem mais eficiente’’Pelo sexto mês consecutivo, a cesta básica em Curitiba é a mais cara entre todas as capitais brasileiras, com um valor de R$ 109,00 - três a mais do que em São Paulo. O custo começa a preocupar a Prefeitura de Curitiba e as entidades ligadas à apuração dos dados. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) pretende propor, aos segmentos envolvidos na definição do preço dos produtos alimentícios, que haja uma discussão para se avaliar o motivo do encarecimento.
Enquanto Curitiba lidera o ranking da cesta básica mais cara, Salvador (BA) tem os mais baixos números. A cesta básica baiana tem um custo de R$ 82,44. Na comparação com os Estados da Região Sul, Curitiba também tem números mais elevados. Para se alimentar, um trabalhador em Florianópolis (SC) gasta R$ 97,44, o que representa 11% a menos que em Curitiba. No Rio Grande do Sul, os produtos custam R$ 102,42 ou, 6% mais barato.
O encarecimento da cesta básica curitibana pode estar atrelado a dois fatores: alterações climáticas ou estocagem ineficiente dos produtos agrícolas. ‘‘Pode estar faltando uma política de estocagem mais eficiente’’, afirmou ontem o economista do Dieese, Nelson Karan. Ele tem intenção de organizar uma reunião com representantes da Ceasa, Deral (Departamento de Economia Rural) e Secretaria Municipal do Abastecimento.
A Prefeitura de Curitiba concorda que precisa haver uma mudança nos valores da cesta básica. ‘‘Esperamos que os supermercados contribuam para uma redução do valor da nossa cesta básica que tem estado entre as mais caras do País’’, afirmou o prefeito Cassio Taniguchi, ao participar da inauguração do hipermercado Extra, na quarta-feira.
VariaçãoOs produtos que compõem a cesta básica apresentaram um aumento de 5,3% no mês passado em relação a março. O percentual é o mais alto desde o início do ano, gerando uma variação acumulada de 9,4%. Nos últimos meses, a cesta básica ficou 22,9% mais cara.
Os produtos que puxaram o valor da cesta básica foram: tomate (46,4%), banana (7,2%) e o feijão (7,0%). Dos 13 produtos essenciais, seis ficaram mais caros e dois mantiveram o preço inalterado. O restante teve queda de preço.

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