Curitiba O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve uma variação de 0,74% no mês de fevereiro. Nos dois primeiros meses do ano, o IPCA-15 acumula taxa de 1,43%. O principal responsável pela alta nacional do índice foi o item educação, com variação de 6,34%, puxado principalmente pelas mensalidades escolares. As tarifas de ônibus também tiveram alta significativa: 6,11% (confira mais detalhes no infográfico ao lado). Os preços para cálculo do IPCA-15 foram coletados entre os dias 13 de janeiro e 14 de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A alta vem na contramão de outros índices de inflação já divulgados neste mês e que mostraram menor pressão sobre os preços, como o IGP-M da Fundação Getúlio Vargas e o IPC da Fipe. A diferença acontece porque o IPCA-15 só captou com maior intensidade o efeito dos reajustes de matrículas e mensalidades escolares neste mês, ao contrário dos demais índices de inflação, que consideram a alta da educação em janeiro.
Das capitais pesquisadas, Curitiba ficou com a segunda menor variação em fevereiro: 0,49%. Belo Horizonte (MG) teve a menor variação do índice inflacionário no País: 0,47%. Apenas duas capitais tiveram índices superiores à média nacional: São Paulo e Porto Alegre. Na capital paranaense, as principais variações de preços foram sentidas no setor alimentício. O milho em grão, por exemplo, teve alta de 6,4% em Curitiba enquanto a média nacional foi bem menor: 1,23%. Tubérculos, raízes e legumes tiveram variação positiva em fevereiro de 17,11%, enquanto a média nacional fechou em 9,64%.
A batata inglesa teve alta de 30,93% em fevereiro. Também tiveram alta signficativa: tomate (9,6%), alimento em domicílio (0,77%), frutas (3,17%), banana-maçã (20%), pão doce (5,20%), transporte escolar (5,56%) e cadernos escolares (9,09%). Apesar das altas significativas na alimentação e no item escolas, Curitiba se destacou pelas quedas acentuadas de preços que colocaram a Capital paranaense como uma das cidades com menores altas. São os casos do arroz (-4,51%), feijão-preto (-2,02%), macarrão (-1,85%), pepino (-1,67%), abacaxi (-5,39%), carne de hambúrguer (-4,63%), sapatos infantis (-5,79%).
O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos. São pesquisadas as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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