Curitiba - Apesar da ligeira alta em relação a fevereiro, a taxa de desemprego em Curitiba e Região Metropolitana, em março foi a menor do País: 8,2%, contra 7,9% no mês anterior. Segundo pesquisa mensal de emprego divulgada, ontem, pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Porto Alegre e Rio de Janeiro apresentaram resultados semelhantes –8,3% e 8,5%, respectivamente, enquanto a média nacional ficou em 10,4%. O maior índice de desemprego foi o de Recife (16,5%). A pesquisa é realizada em seis regiões metropolitanas - Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Recife e Curitiba.
  De acordo com o Ipardes, o melhor desempenho na geração de novas vagas em março, na comparação com fevereiro, foi no grupo de intermediação financeira e atividades imobiliárias, que teve crescimento de 4,5%. O segundo segmento que mais cresceu foi o de serviços domésticos (3,1%). Já o maior recuo se deu no grupo de alojamento e alimentação, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais, que perdeu 8,6% dos postos de trabalho.
  Os setores de comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis também tiveram razoável queda (-4,1%).
  Na comparação com março de 2005, dois grupos se destacaram em variações positivas na geração de empregos. A indústria extrativa e de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água cresceu 9,4% e construção civil 18,3%.
  Do total de ocupados no mês de março, 74,6% estavam na condição de empregados (1,006 milhão), 18,9% trabalhavam por conta própria (254 mil) e 5% eram empregadores (68 mil). Somente no setor privado, o número de trabalhadores informais (sem carteira assinada) aumentou 8,7%, em relação a fevereiro. Quanto ao rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas, houve acréscimo de 1,5%, passando de R$ 958,78 em fevereiro para R$ 973,60 em março.

  Deflação - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), em Curitiba, teve queda de 0,34 ponto percentual, segundo prévia divulgada, ontem, pelo Ipardes. Na primeira semana do mês, o índice era de 0,60% e caiu para 0,26%. O recuo na inflação poderia ser maior não fosse a alta de 3,22% no grupo Vestuário. Contribuíram para segurar o aumento os grupos de saúde e cuidados pessoais e despesas pessoais com quedas de 0,57% e 0,20%, respectivamente.

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