Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve a maior queda entre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e fechou janeiro com redução de -2,79%. O que mais influenciou esse resultado foi a diminuição expressiva no preço da carne que caiu -6,75%.
Nos últimos meses, este alimento teve aumento acentuado. O economista do Dieese, Cid Cordeiro, explicou que, no primeiro mês do ano, as famílias estão com o orçamento mais comprometido, o que pode ter levado à queda no consumo de carne.
Além deste produto, também ficaram mais baratos o feijão (-8,39%), banana (-4,52%), arroz (-1,72%), pão (-1,06%), leite (-1,05%), batata (-0,83%) e farinha de trigo (-0,44%). Cinco produtos tiveram aumento: tomate (15,2%), açúcar (3,62%), óleo de soja (3,57%), café (3,25%) e manteiga (2,19%).
Cordeiro destacou que, mesmo com a queda da cesta de janeiro, os alimentos ainda estão caros. Para fevereiro, ele prevê que continue a redução da cesta básica, mas isso vai depender ainda do comportamento dos preços no mercado internacional e de questões climáticas.
Nos últimos 12 meses, a cesta da Capital acumula alta de 11,88%. Em janeiro, o custo para uma família curitibana (um casal e duas crianças) foi de R$ 711,51 e para um trabalhador de R$ 237,17. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.227,53.
Os índices de janeiro colocam Curitiba como a 10 capital com a cesta básica mais cara do País. A cidade de São Paulo lidera o ranking com uma cesta de R$ 261,25, enquanto a mais barata é a de Aracaju, que custa R$ 182,76. No primeiro mês do ano, o preço da cesta básica subiu em 14 das 17 capitais pesquisadas. Além de Curitiba, também registraram queda São Paulo (-1,47%) e Recife (-0,32%).

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