Curitiba tem a maior inflação entre as capitais, diz Dieese
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de novembro de 2001
Rosana Félix<br>De Curitiba 
Depois de alguns meses de deflação, a cesta básica em Curitiba teve a segunda maior alta do ano em outubro, com variação de 5,84%, com o preço de R$ 127,36. A carne foi o produto que mais influenciou o aumento, com alta de 11,66%. Nos últimos 12 meses, a cesta básica acumula variação de 11,17%, bem acima da inflação registrado no período, de 7%. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
A alta da carne ocorreu pelo período da entressafra, que tem pico em outubro, mas também pela redução de oferta no mercado interno. Outros produtos que tiveram alta foram o arroz (14,85%); a banana (11,48%); e o feijão (7,69%).
De acordo com o economista do Dieese, Cid Cordeiro, havia a expectativa que a cesta básica continuasse apresentando deflação. ''Mas com essa alta de outubro a cesta básica vai ter variação bem acima da inflação'', avaliou. No acumulado de 2001, Curitiba tem a maior inflação entre todas as capitais, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com 5,73%. Os itens que mais aumentaram na cidade no ano foram alimentação, vestuário e transporte coletivo. Mínimo O salário mínimo no Brasil deveria ser de pelo menos 1.081 reais, o equivalente a 400 dólares e seis vezes mais do que o valor atual, revelou ontem o Departamento Intersindical de Estatísticas (Dieese). O salário mínimo em vigor no Brasil é de 180 reais, ou 66 dólares. Além de o real ter perdido 30% de seu valor este ano, outro fator que encareceu o custo de vida, segundo o Dieese, foi o aumento de 30% dos produtos da cesta básica, sensíveis a esta desvalorização. O valor do salário mínimo é calculado com base nas necessidades do trabalhador para manter sua família e cobrir os gastos com alimentação, moradia, educação, saúde, vestuário, higiene, transportes e lazer. (Com France Presse)


