Curitiba tem a 3 maior inflação do País
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quarta-feira, 24 de novembro de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), em Curitiba, foi a 0,74%, a terceira maior inflação do País medida em novembro. O índice foi superior à média nacional que teve aumento de 0,63% no mês. O resultado, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi o dobro da prévia medida em outubro, que ficou em 0,32%. Os índices foram pressionados pelo aumento dos combustíveis e menor queda no preço dos alimentos. O índice já acumula uma variação de 6,64% no País no período janeiro a novembro, e de 7,13% nos últimos 12 meses.
O IPCA-15 é pesquisado entre famílias de um a 40 salários mínimos de 11 regiões metropolitanas. Na Região Metropolitana de Curitiba, a partir de 15 de outubro o litro da gasolina ficou 4,46% mais caro, superior à media nacional onde o produto ficou, em média, 3,19% mais caro. Com os reajustes praticados nas usinas, o preço do litro do álcool ficou 11,72% mais caro em Curitiba, índice superior à média nacional onde o produto teve alta de 9,59%.
Outros ítens como comunicações, despesas pessoais, seguros de veículos, transportes, vestuário, calçados e acessórios, entre outros, tiveram variação maior em Curitiba na compração com a média nacional, ao contrário do preço dos alimentos onde a queda de preço foi maior na capital do Paraná. Os preços dos alimentos e bebidas em geral tiveram queda de 0,28% em Curitiba, contra queda de 0,05% nas demais capitais pesquisadas.
As passagens aéreas, refletindo aumentos nos custos, especialmente do combustível, tiveram alta de 5,93% no País. Combustível de uso doméstico, os preços do gás de cozinha (1,46%) também subiram. Outros itens apresentaram alta no mês, com destaque para os cigarros (1,45%), condomínio (1,34%), automóvel novo (1,20%) e telefone fixo (1,17%).
Além dos combustíveis, a prévia do índice nacional de inflação foi influenciado por aumentos nos preços dos alimentos. Produtos como batata, hortaliças que vinham em queda no mês de outubro, tiveram queda menos expressiva em novembro. Já o feijão carioca, que aumentou 2,06% em outubro, subiu ainda mais, 18,27% em novembro.


