Curitiba tem 70% de chances para a fábrica de disquetes
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segunda-feira, 28 de julho de 1997
Cláudia Lopes Londrina 
As chances de Curitiba ser escolhida para sediar a instalação de uma fábrica de disquetes e CD Rom da MAF, uma empresa de origem italiana, são de 70%. A informação é do representante oficial da empresa para a América do Sul, Luiz Renato Polydoro, que falou com a reportagem da Folha ontem, por telefone. O anúncio que a MAF fabricará disquetes e CDs no Brasil foi feito na semana passada, na Fenasoft.
O investimento, de US$ 5 milhões - sendo US$ 1,5 milhão na fabricação de disquetes e US$ 3,5 milhões na produção de CR Rom - será da MAF do Brasil. A empresa, que deve ser criada em outubro, é decorrente de uma joint venture entre a MAF italiana e a Paoli Data, de Curitiba. Polydoro diz que, embora já tenha escolhido o Paraná, ainda falta definir a cidade onde será instalada a fábrica. Além de Curitiba, as opções são Londrina, Maringá, Foz e Cascavel.
As negociações com Curitiba estão em andamento desde janeiro deste ano, segundo Polydoro, que também já esteve em Foz. As visitas nas cidades restantes devem ser agendadas para agosto/setembro. Antes de decidirmos, queremos saber quais os incentivos oferecidos por cada cidade, afirma Polydoro, que diz estar atrás de atrativos como isenção de impostos. Segundo ele, depois de Curitiba, o município mais cotado para receber a fábrica é Londrina. Pela proximidade com São Paulo e pela facilidade de transporte, explica.
A definição da cidade pode acontecer em setembro. É que a fábrica precisa estar preparada para receber máquinas pesadas, que chegam da Itália no início de 98 e que serão usadas na produção dos disquetes.
Os disquetes e CDs fabricados no Paraná vão atender o mercado brasileiro e dos outros países do Mercosul. Atualmente, importamos os produtos da Itália. Quando passarmos a fabricá-los no Brasil o preço final de ambos deve cair 20% já que deixaremos de recolher o imposto sobre importação, diz Polydoro. Inicialmente, a fábrica irá produzir 500 mil peças de CD Rom por mês mas terá capacidade produtiva para chegar a 1,2 milhão peças/mês. No primeiro ano de funcionamento, queremos atingir 20% do mercado nacional neste segmento. A previsão para a produção dos disquetes é maior: dois milhões/mês. A indústria deve gerar 100 empregos.


