O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) divulgou ontem os dados sobre o nível de emprego na Grande Curitiba, seguindo a metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) que aplica a mesma pesquisa em Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A conclusão do estudo é a de que Curitiba ficou com a segunda menor taxa de desemprego – 5,95% (atrás apenas do Rio de Janeiro, com 5,4%) – de sua população economicamente ativa sem trabalho. Salvador tem o maior nível de desocupação com 8,9%.
Com isso, esse é o quarto mês consecutivo em que a Região Metropolitana de Curitiba apresenta redução na taxa de desemprego da população economicamente ativa. O desemprego atinge 70 mil pessoas que estão há pelo menos uma semana à procura de uma atividade, mas sem encontrá-la. Os maiores responsáveis pelas vagas fechadas foram os setores de Construção Civil e Comércio, enquanto Serviços foi o segmento que menos desempregou.
A prestação de serviços é a atividade que mais tem gerado empregos na Região Metropolitana de Curitiba, seguindo uma tendência nacional que tem sido verificada cada vez mais nas grandes cidades ou regiões metropolitanas. Do total da população empregada, quase 53% trabalham com serviços. Em segundo lugar está o comércio que é responsável por 16,3% dos empregos gerados.
A pesquisa do Ipardes feita em agosto mostra que a população ocupada aumentou em 1,1% em relação a julho o que dá um total de 1,17 milhão de pessoas economicamente ativas, isto é, estão à procura de emprego ou trabalhando. Todos os setores apresentaram aumento no número de ocupados, com exceção da indústria de transformação (-7%).
O nível de desemprego do Ipardes confronta com a metodologia adotada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), cujas pesquisa apontam um desemprego que varia de 15% a 19% da população.

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