A taxa de desocupação da Região Metropolitana de Curitiba foi de 3,8% em abril, conforme a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico (Ipardes). A taxa foi a mesma de março e pouco inferior aos 4,3% de abril do ano passado. Por região, é a menor entre as áreas analisadas pelo IBGE.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Curitiba, André Luiz Pellizzaro, destacou o comércio como um dos responsáveis pela estabilidade dos níveis de emprego. "Houve desoneração da folha de pagamento, mas o setor ainda está estável. O reflexo deve aparecer no futuro", diz. Ele demonstrou, porém, preocupação com o risco de aumento dos juros, o que poderia reduzir o consumo. "Já temos uma indústria desaquecida. O que o governo deveria fazer é uma política fiscal competente, para diminuir os gastos públicos."
O economista Roberto Zurcher, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), ainda lembrou que a construção civil até apresentou queda de 5,5% em abril deste ano sobre o mesmo mês do ano passado, mas que apenas voltou ao patamar de 2011. "No início de 2012 o setor estava muito acelerado, com oferta exagerada, e agora retomou a normalidade", afirma. Tanto que o emprego cresceu 1,7% de março a abril.

Renda
O rendimento médio na região paranaense foi de R$ 1.981,40 em abril, valor 1,6% menor do que o de março e 0,2% maior do que o de abril de 2012. O valor foi o segundo maior dentre as sete regiões pesquisadas, atrás de São Paulo, com R$ 1.996,70. (F.G.)

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