Curitiba registrou a 2ª maior taxa
A região metropolitana de São Paulo registrou o segundo melhor resultado regional no IPCA do ano passado, com alta de 8,25%, maior apenas que o resultado de Belo Horizonte (8,02%). O IPCA e o INPC são pesquisados em 11 regiões metropolitanas de capitais brasileiras. A maior inflação regional de 99 captada pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi em Porto Alegre, com 11,42%, seguida de Curitiba, com 10,59%, Brasília, com 10,42%, e Rio de Janeiro, com 9,60%. Goiânia, com 9,08%, também ficou acima da média nacional, de 8,94%.
Abaixo da média, além de São Paulo e Belo Horizonte, ficaram Recife (8,47%), Belém (8,37%), Fortaleza (8,36%) e Salvador (8,29%). De acordo com a equipe técnica do IBGE, o bloqueio judicial do reajuste de tarifas telefônicas foi um dos fatores que contribuíram para a inflação de São Paulo ficar abaixo da média nacional.
Também pressionaram a inflação da capital paulista para baixo uma redução de 3,56% nos preços dos aluguéis e um aumento do grupo vestuário de apenas 2,66%, contra 4,17% da média nacional. Os alimentos (7,98%) também aumentaram abaixo da média nacional (8,20%).
Em todo o período do Plano Real encerrado em dezembro de 99, a inflação de São Paulo medida pelo IPCA também ficou em segundo lugar, só que entre as mais altas, alcançando 89,80% e perdendo apenas para a do Rio de Janeiro (89,83%).
Também ficou acima da média nacional, de 85,30%, no Plano Real a inflação de Belo Horizonte, com 88,11%. Goiânia ficou com o menor IPCA do Real até agora, com 61,62%. Também ficaram abaixo da média nacional, em ordem crescente: Curitiba (63,67%), Salvador (64,14%), Fortaleza (72,68%), Porto Alegre (78,41%), Belém (80,33%), Brasília (80,96%) e Recife (82,69%).