São Paulo A falta de financiamento para produção e aquisição de imóveis fez com que Curitiba encerrasse 2002 com o menor nível de atividade desde 1995. A Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) calcula uma queda de 44% sobre 2001 na produção residencial e comercial do ano, chegando a 700 mil metros quadrados de área construída. Em 1995, por exemplo, a metragem foi de 653.358 metros quadrados e, em 1996, de 825.840 metros quadrados.
''No ano passado, os bancos não ofereceram crédito para habitação e, quando houve, os critérios para a liberação foram muito rígidos'', afirmou o presidente da Ademi-PR, Volmir Selig, que também é vice-presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-PR).
Selig disse que a atividade do setor em 2001 já havia sido 23,4% menor que a de 2000, quando os curitibanos atingiram seu melhor desempenho no Plano Real, com uma produção de 1,638 milhão de metros quadrados.
O cálculo para 2002 foi feito com base em estudo do Instituto de Pesquisa, Estatística e Qualidade (Ipeq), a pedido da Ademi-PR e do Sinduscon-PR. Se confirmado, indicará certa recuperação sobre o acumulado de janeiro a outubro.
Nos primeiros dez meses de 2002, a produção imobiliária residencial e comercial somou 499.738 metros quadrados, 55% menor que os 1,104 milhão de metros quadrados de igual período de 2001. ''Houve uma recuperação nos últimos meses, com desova de estoque'', justificou Selig.
O fôlego veio em setembro, com os clientes que temiam mudanças bruscas na economia brasileira devido à eleição presidencial. Depois de outubro, porém, as vendas foram sustentadas pela relativa tranquilidade da sucessão, permitindo que muitos retomassem seus planos de comprar a casa própria.

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