Curitiba registra menor inflação do País
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sexta-feira, 08 de outubro de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Com uma queda acentuada no preço dos alimentos, Curitiba registrou a menor inflação do País no mês de setembro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da capital do Paraná foi negativo, com uma queda de 0,08%, abaixo da média nacional que ficou em 0,33%. O índice nacional caiu a menos da metade da taxa de agosto, que foi de 0,69%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem os índices do IPCA, que mede a inflação de famílias de um a 40 salários mínimos. E também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com rendimento de até oito salários mínimos. O INPC nacional teve variação positiva de 0,17% em setembro, enquanto que Curitiba, também com o menor resultado, registrou queda de 0,31%.
A queda no preço dos alimentos foi o fator que puxou para baixo o índice de inflação também em todo o País, disse a gerente do sistema de preços do IBGE, Eulina Nunes. Ocorre que, em Curitiba, a queda de 0,87% nesse ítem foi maior que no resto do País, cuja média foi queda de 0,19%. Os produtos do vestuário também não aumentaram muito como no resto do País. Em Curitiba, a alta foi de 0,27%, enquanto a nível nacional a alta desse grupo foi de 0,96%.
O IBGE constatou ainda uma onda de promoções nos preços dos medicamentos em Curitiba, o que puxou o índice para baixo, com uma queda de 0,46%. No mês de setembro a capital do Paraná também foi favorecida porque não houve aumento no preço da energia elétrica. Em relação aos combustíveis, o IBGE constatou queda de 5,61% no preço da gasolina em Curitiba, que também superou a queda ocorrida a nível nacional, de 0,70%
Mas as quedas acentuadas nos preços de determinados produtos não significa que Curitiba seja a capital mais barata do País, ressalvou a técnica do IBGE. De acordo com Eulina, é preciso analisar o resultado da inflação acumulada dos nove meses do ano. E nesse ítem, a inflação registrada em Curitiba é considerada a mais alta do País, entre as capitais pesquisadas pelo IBGE.
No acumulado do ano, que corresponde ao período janeiro a setembro, o IPCA nacional foi de 5,49%, enquanto que Curitiba registrou índice de 7,57%. O INPC de Curitiba foi de 7,74%, superior à média nacional, que ficou em 4,59%.
''O que houve em Curitiba no mês de setembro foi um realinhamento de preços de acordo com o mercado'', analisou Eulina. Ela esclareceu que a queda acentuada nos preços de alguns produtos em Curitiba não significam que estão mais baratos que no resto do País. Significam que eles aumentaram muito mais que nas outras regiões brasileiras nos meses anteriores e o mercado não sustentou essa alta, que culminou com o realinhamento de preços para baixo no mês de setembro. ''Na verdade os preços estão onde estavam'', frisou.


