Curitiba - A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) registrou o maior índice de inflação na primeira quinzena do mês de julho, na comparação com dez regiões brasileiras. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma variação de 1,35% na RMC de Curitiba, superior ao IPCA-15 médio de 0,93% no País.
O resultado do IPCA-15 em julho ficou acima do registrado em junho, que foi de 0,56% na média das capitais brasileiras. No ano, o índice acumula taxa de 4,30% e nos últimos 12 meses, de 6,53%. Os preços coletados referem-se ao período de 10 de junho a 13 de julho nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. O período sofreu influência dos aumentos nos preços dos combustíveis, energia elétrica, telefone fixo e alimentos.
Na RMC de Curitiba, o índice foi influenciado pelo aumento nos preços dos alimentos e bebidas, que teve variação de 1,32%, contra a média nacional de 0,91%. Os alimentos consumidos nos domicílios aumentarm 1,51% em Curitiba e na média do País, os preços desse item subiram 0,95%. Produtos como cereais, legumes e oleaginosas sofreram reajustes de 0,72% em Curitiba enquanto que no resto do País registraram queda de 0,51% em média.
No grupo alimentação e bebidas subiram os preços do tomate, cebola, batata-inglesa, feijão preto, leite pasteurizado, pão francês, carnes e ovos, entre outros. O álcool combustível subiu em média 7,11%, em consequência da valorização da cana de açúcar. O reajuste da energia elétrica já provocou alta de 4,85% em Curitiba, sendo que a parcela restante dos 9,5% em média, autorizado pelo governo do Estado, deve impactar no IPCA-15 de agosto.

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