Curitiba recebe campanha "Não vou Pagar o Pato"
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Neste domingo, a partir das 10h30, os curitibanos poderão aderir à campanha "Não Vou Pagar o Pato", contra a criação e aumento de impostos propostos pelo governo. A ação, que tem apoio da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), levará um pato inflável de 12 metros de altura à Boca Maldita, no calçadão da Rua XV de Novembro, onde serão distribuídos folhetos, adesivos, patinhos e também será feita a coleta de assinaturas em manifesto contra a alta carga tributária.
A campanha começou em 21 de setembro, em frente à sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), e está percorrendo outras regiões. O pato já esteve em várias cidades do interior de São Paulo, Baixada Santista, além de Brasília, Rio de Janeiro e Salvador. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre os altos impostos já pagos em produtos e serviços, e evitar, além do novo aumento da carga tributária, a volta da CPMF o imposto do cheque como pretende o governo federal.
O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, diz que o governo federal quer ressuscitar a CPMF para pagar a conta da "má gestão". "Somos contrários", afirma. Ele lembra que, neste ano, já houve aumento da carga tributária, inclusive estadual, com a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Campagnolo também critica o projeto do governo federal de unir PIS e Cofins que, na prática, vai provocar aumento de alíquota.
Para o presidente da Fiep, o setor produtivo e a população não suportam mais sustentar o peso da máquina pública. "Novamente os governantes recorrem ao aumento de impostos para cobrir rombos nos cofres públicos. Mas não vemos nenhum esforço efetivo da parte deles para cortar gastos desnecessários e aplicar o dinheiro público com mais eficiência e transparência", afirma.
De acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, os governos foram eleitos para, entre outras coisas, administrar os orçamentos públicos. E, se há queda de receita, devem adequar seus gastos à nova realidade e não repassá-los para a sociedade. "O Brasil precisa sair do atual círculo vicioso de menos investimento, de menos demanda, de menos emprego, para entrar num círculo virtuoso de mais investimento, mais demanda, mais produção, mais empregos, mais exportação", diz Skaf.
Campagnolo lembra que o Produto Interno Bruto (PIB) do País, neste ano, teve o pior desempenho dos últimos 25 anos, o que seria fruto das políticas tributária, fiscal e monetária equivocadas. "Atos como esse de amanhã são para demonstrar a nossa insatisfação", disse.
Na internet (www.naovoupagaropato.com.br), até o momento, a campanha já recolheu mais de um milhão de assinaturas. A meta é conseguir mais um milhão. O manifesto é uma iniciativa da Frente Nacional contra o Aumento de Impostos, criada em 3 de setembro e liderada por Paulo Skaf, com apoio de mais de 160 entidades de diversos setores.


