Curitiba reajusta gasolina em 20%
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba O consumidor que foi abastecer nos postos de Curitiba ontem foi surpreendido por um aumento nos preços dos combustíveis. A gasolina que era vendida por R$ 2,15 o litro passou para R$ 2,59, o que significa uma diferença de R$ 0,44 por litro ou um reajuste de 20%. De acordo com uma pesquisa semanal de preços realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do litro da gasolina na semana passada na Capital era de R$ 2,23. O produto era encontrado desde R$ 2,13 até R$ 2,45. A pesquisa da ANP aponta ainda que o preço médio da gasolina em Londrina era R$ 2,34 na semana passada. O produto era encontrado de R$ 2,24 a R$ 2,49.
O álcool também ficou mais salgado no bolso do consumidor curitibano. O produto saltou de uma média de R$ 1,26 para R$ 1,59. Na semana passada, o produto era encontrado entre R$ 1,14 e R$ 1,49. Em Londrina, o produto variava de R$ 1,21 a R$ 1,45 na semana passada e tinha preço médio de R$ 1,31.
O presidente em exercício do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Rui Cichella, disse que os preços subiram para o consumidor final porque acabaram as promoções das companhias distribuidoras e os preços estão voltando à normalidade. Isso sempre acontece em Curitiba, disse.
Segundo ele, os preços de R$ 2,15 e R$ 2,19 que a gasolina era vendida, eram promocionais. Não sabemos se o mercado vai se comportar assim nos próximos dias, disse. Cichella lembrou que, em maio, ocorreu o dissídio coletivo dos frentistas. Ele acredita que o reajuste salarial de 7% concedido aos trabalhadores também esteja sendo repassado para os preços. Hoje, Curitiba e Região Metropolitana contam com 400 postos e o Paraná todo com 2.500.
No posto São José Trabalhador, de bandeira Ipiranga, na Capital, o preço da gasolina saltou ontem de R$ 2,15 para R$ 2,59 e o do álcool de R$ 1,12 para R$ 1,59. As distribuidoras Ipiranga e Petrobras foram procuradas pela Folha, mas não deram retorno até o fechamento desta edição.
O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, disse que os combustíveis geralmente sobem quando acabam as promoções ou aumento da margem de lucro dos postos e reajuste dos combustíveis.
Em Curitiba, a margem de lucro tem variado ao longo do tempo, lembrou. Segundo ele, a margem histórica para a gasolina é de 10% por litro. Cordeiro destacou que, agora, resta ao consumidor economizar no uso do combustível ou buscar postos que ainda mantenham a promoção nos preços.
Em Londrina, os preços permaneciam os mesmos em alguns postos entrevistados pela FOLHA. No Posto Prudencenter, na Avenida Brasília, a gasolina custava ontem R$ 2,39 à vista e R$ 2,49 no cartão. Segundo o gerente Afonso José de Souza, os preços vêm se mantendo desde a alta do diesel, há cerca de 30 dias. Por enquanto vai ficar assim, a não ser que a Petrobras mude alguma coisa, enfatizou Souza. Segundo ele, vários caminhoneiros que vêm do Sul do País têm dito que a gasolina está mais cara em algumas cidades do que aqui.


