Curitiba quer economizar R$ 40 mi com publicidade em locais públicos
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quarta-feira, 10 de julho de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Prefeitura de Curitiba abriu licitação para empresas interessadas em explorar publicidade em equipamentos urbanos como pontos de ônibus e instalações de quiosques de lanchonetes e de banca de revistas. Em contrapartida, as empresas devem se responsabilizar pela instalação de equipamentos novos, dentro dos padrões exigidos pela prefeitura, além da manutenção e conservação por 20 anos, que corresponde ao período do contrato que será firmado.
Conforme levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), a prefeitura deixa de investir cerca de R$ 40 milhões com a instalação de 3 mil novos abrigos em pontos de ônibus, sinalização de ciclovias e três mil lixeiras na cidade. Além disso, a prefeitura ainda economiza com a manutenção desses equipamentos, que podem consumir outros R$ 4 milhões anuais - calculou Ricardo Bindo, supervisor de Planejamento do IPPUC.
Em compensação, o potencial de faturamento das empresas que ganharem a licitação é enorme, admitiu Bindo. Ele não tinha os cálculos concluídos, mas acredita que as empresas podem faturar até R$ 270 milhões por ano, com a exploração de 2 mil a 2,5 mil pontos de publicidade na cidade.
Para Bindo, ''é uma forma mais moderna de administração do patrimônio público'', já explorada em outras cidades no mundo. No Brasil, cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Salvador já vêm recorrendo a esse sistema, que gera economia de custos para o município. Em Curitiba, a prefeitura iniciou o modelo com a permissão da exploração de publicidade nos postes indicativos de placas de rua.
A prefeitura quer instalar trêsmil novos abrigos de ônibus, sendo que cerca de 900 deverão ter a modelagem de padrão europeu, de custo mais elevado. Os equipamentos serão fechados dos dois lados, para proporcionar mais conforto ao usuário. Além disso, exibirão todo o roteiro dos ônibus. O custo desse abrigo nos padrões exigidos pelo IPPUC está avaliado em R$ 25 mil. Eles serão distribuídos na área central da cidade e nos terminais dos corredores com maior fluxo de usuários.
Nem todos os abrigos terão publicidade. Mas nesses casos, as empresas que arcarem com a manutenção serão compensadas com a instalação de ''tótens com publicidade'' em locais de visibilidade para a população.
Além da exploração da publicidade, as empresas terão que dar uma ''jóia'' para a prefeitura no valor de R$ 5 mil, que serão investidos em obras sociais. Outra cláusula do contrato é o pagmento de uma taxa mensal de 10% do faturamento com a publicidade.


