Os vereadores de Curitiba, membros da Comissão Especial da Copa da Câmara Municipal, devem aprovar nesta semana um posicionamento, a ser enviado ao plenário, referente à adoção ou não de feriados durante os jogos da Copa do Mundo que serão realizados na capital. A tendência, depois de uma audiência pública realizada ontem em que foi massiva a presença de pessoas contrárias aos feriados, é pela não adoção de paralisações. O posicionamento servirá de base para que os parlamentares decidam, em plenário, se a cidade terá feriados nos dias de jogos.
Curitiba terá quatro jogos da Copa do Mundo, nos dias 16, 20, 23 e 26 de junho, todos da primeira fase do mundial. Representantes de sindicatos e federações paranaenses do comércio e indústria mostraram-se contrários à adoção dos feriados, por causa das perdas que as empresas podem ter nos dias em que não funcionarem.
Durante a audiência, o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Glaucio Geara, disse que "não há motivos plausíveis" para adotar feriados nos quatro dias. "Isso representaria uma quebra de receita", afirmou, em relação ao baixo faturamento comercial em caso de feriados. Já o vice-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Helio Bampi, diz que no setor industrial a perda chegaria a R$ 1,9 bilhão com quatro dias de paralisação. "É uma enormidade de dinheiro irrecuperável. Apoiamos apenas o feriado escolar. Nem sequer o ponto facultativo".
O vereador Paulo Rink (PPS), que preside a Comissão Especial da Copa, disse que "está praticamente acertado" que não haverá feriado na capital durante os jogos realizados na cidade. "Ainda há necessidades técnicas. Pode ser adotado ponto facultativo", explica. Com o ponto facultativo, segundo o parlamentar, seria possível diminuir mais a circulação de veículos e ônibus nas ruas, o que facilitaria a mobilidade urbana, já que o feriado escolar, que já está decidido, também reduz o movimento.
Apesar de ser uma tendência, os vereadores da Comissão ainda precisam assinar o documento, que será encaminhado para o plenário da Casa, com a sugestão. No plenário, todos os parlamentares vão apreciar e votar a questão. O resultado será, então, encaminhado para o prefeito Gustavo Fruet (PDT), que vai dar a decisão final via decreto.

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