Curitiba inova com chocolate sem cacau
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de outubro de 2003
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Uma empresa curitibana está apostando na produção de um chocolate alternativo. Em vez de cacau, está sendo usado um fruto originalmente vindo do Mar Mediterrâneo e industrializado na Espanha: a alfarroba. O fruto é parecido com uma vagem. A polpa é torrada e moída. Com o pó é feito o chocolate. As sementes são usadas para a produção de gomas.
A idéia foi trazida para o Brasil pelo paulista Luiz Carmine Giunti Oliveira. Engenheiro na área de alimentos, ele trabalhou 12 anos numa indústria alimentícia no Canadá. ''Foram seis anos trabalhando no controle de qualidade e desenvolvimento de produtos alimentícios. Foi lá que tive acesso a alfarroba e resolvi trazer o projeto para o Brasil'', conta.
Há três anos, ele e a mulher Eloísa Helena Orlandi Giunti (advogada e economista) estão desenvolvendo o chocolate e já colocaram tabletes de oito gramas em restaurantes vegetarianos, farmácias homeopáticas, naturistas, clínicas de endocrinologia e associações de diabéticos de Curitiba e de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
A CarobHouse lançou na última sexta-feira oficialmente o produto em Curitiba. No entanto, ele já estava sendo vendido no mercado interno. O investimento para introduzir a novidade no mercado brasileiro foi de US$ 200 mil. Valor que Eloísa acredita que irá repor em 11 meses. ''As perspectivas são ótimas. O produto está tendo muita aceitação'', argumentou. O chocolate de alfarroba é bem recebido pelo mercado por não possuir estimulantes como cafeína e teobromina. Além disso, o produto tem baixo teor de gordura. Enquanto o cacau possui 23% de gordura, a alfarroba tem apenas 0,7%.
Outra diferença do produto é o uso de gordura de óleo de palma da Malásia em substituição à manteiga de cacau. Na produção, também não são usados açúcares, apenas adoçantes naturais. ''Ele acabou se transformando num produto light, saudável e natural'', enfatiza Oliveira. ''Escolhemos Curitiba porque é o berço de toda a inovação no Brasil. Não descobri o porquê, mas se dá certo aqui, dá certo em todo o País'', complementa.
A reportagem está sendo publicado novamente porque saiu incompleta na edição de ontem da Folha Negócios


