Alimentação, bebidas e os transportes foram os principais responsáveis pela redução na taxa de crescimento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho no País, que despencou de 0,47% para 0,15%. O primeiro grupo apresentou deflação de 0,26%, enquanto o segundo, principalmente devido à queda do combustível, registrou um valor de -0,61%. O índice no primeiro semestre do ano fechou em 3,87%, acima dos 3,09% relativo ao mesmo período de 2010. Considerando os últimos 12 meses, o índice situa-se em 6,71%, ou 0,16% acima aos 12 meses imediatamente anteriores. Do levantamento nas 11 capitais, apenas em duas ocorreram deflação, sendo que em Curitiba ocorreu a maior variação: saiu dos 0,50% em maio para -0,15% em junho.
Em relação aos grupos pesquisados, a capital do Estado seguiu a tendência das outras regiões do Brasil. O combustível ficou em -5,99%, com uma queda no etanol de 12,07% e a gasolina 5,43%. Já a habitação teve um aumento menor do que a média nacional: 0,15% contra 0,58%. A alimentação é um dos itens que tiveram menor variação que os números brasileiros: -0,16% em Curitiba frente aos -0,26%. ''Os artigos de residência, por exemplo, ficaram em deflação no Paraná em 0,39%, enquanto no restante do Brasil os valores fecharam em positivo 0,42%'', ressalta Sandro Silva, economista do Dieese em Curitiba.
Entretanto, o especialista explica a deflação na Capital é justificada pelos seguidos aumentos nos meses anteriores e que possivelmente os números de julho voltarão a ser elevados. ''Até abril, a média do IPCA no Brasil estava variando entre 0,75% e 0,80%. Em maio, caiu para 0,47% e agora 0,15%. Em julho ela deve voltar a subir, mas em níveis menores do que anteriormente. A inflação vem mostrando desaceleração'', avalia Silva.
Mesmo com a deflação de junho, Curitiba é a cidade com o maior acumulado do IPCA nos últimos 12 meses, com 8,28%, ficando a frente de São Paulo (6,97%), Belo Horizonte (6,89%) e Fortaleza (7,17%). Só como análise comparativa, a média nacional no período é de 6,71%.
Os grupos que colocam a Capital nesta incômoda liderança são a alimentação, com aumento de 11,05% , habitação (10,78%) e transporte (5,33%).''O aumento no grupo de habitação foi influenciado pelo reajuste na energia no ano passado, de 15,34%. A tarifa da água, que estava congelada desde 2005, também teve um aumento de 16%. O transporte coletivo em Curitiba sofreu um reajuste de 12,81%'', completa o economista do Dieese.
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,22% em junho, 0,35 ponto percentual abaixo do resultado de maio (0,57%). Assim, o acumulado nos seis primeiros meses do ano fechou em 3,70%. Em Curitiba, o índice ficou em 0,08%, e no acumulado do ano, 4,47%.

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