Curitiba estima aumento de 5% de novos postos
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domingo, 24 de janeiro de 2010
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O índice de emprego teve crescimento de 3,1% em Curitiba em 2009 com a geração de 18.897 postos de trabalho. O melhor desempenho em termos percentuais foi o da construção civil com aumento de 8,8% ou 2.844 vagas. O maior número de empregos foi registrado no setor de serviços com 9.772 novas vagas. A previsão do secretário Municipal do Trabalho e Emprego em exercício, Paulo Rossi, é que em 2010 ocorra um crescimento de 5% devido a novas obras na cidade e ao crescimento da indústria de turismo.
''O crescimento de 2009 superou as nossas expectativas. Esperávamos a geração de 16 mil vagas'', disse o secretário. No entanto, o volume de empregos de 2009 ficou bem abaixo de 2008 quando foram criadas 28.212 vagas. A principal explicação para esse desempenho é a crise financeira mundial que acabou diminuindo as exportações e o consumo interno no País, entre diversos outros reflexos negativos. Rossi destacou que só agora os Estados Unidos estão começando a dar sinais de recuperação, assim como a Europa. A economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Lenina Formaggi, disse que o crescimento de 3,1% no emprego é significativo para uma economia que teve crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) quase próximo de zero.
No ano, o Paraná teve crescimento de 3,2% com a criação de 69.084 postos e a Região Metropolitana de Curitiba cresceu 3,2% com 27.620 postos de trabalho. No ano, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos em Curitiba (9.772 vagas). O maior índice percentual ficou com a construção civil (8,8%) ou (2.844 vagas).
Considerando apenas o mês de dezembro de 2009, Curitiba perdeu 5.922 vagas formais, o que mostra um recuo de 0,9%. Rossi explicou que os setores que mais demitiram nesta época foram comércio (-1.236 vagas), serviços (-2.956) e construção civil (-1.174). O comércio é bastante afetado devido às vagas temporárias. A economista do Dieese, Lenina Formaggi, destacou que nesse período também há impacto da área de educação que também demite.
Ao longo do ano de 2009 o número de empresas declarantes que realizaram demissões foi, em média, de 13 mil ao mês. Vale destacar que em dezembro de 2009 este número caiu para 11.711, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Lenina acredita que isso pode representar demissões de grandes empresas nos finais de ano. O maior número de empresas declarantes foi dos setores industrial (1.156), comércio (4.649) e serviços (5.277).
Em 2009, Curitiba encerrou o ano com um estoque de 620.363 trabalhadores com carteira assinada, volume superior a dezembro de 2008 quando esse número era de 601.466. Curitiba teve o quarto maior estoque entre as capitais só perdendo para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. No Estado, foram perdidas 35.984 vagas em dezembro (-1,6%) e na Região Metropolitana de Curitiba ocorreram 8.842 demissões (-1%).


