Curitiba está entrando na rota da competição da aviação civil, já deflagrada nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Quem sai do Paraná, via Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), para as principais capitais do País tem como alternativa as companhias aéreas tradicionais como Varig, Vasp, Transbrasil, Tam, Rio Sul, Pantanal e Interbrasil. Três novas linhas estão se preparando para operar no mercado paranaense: a Trip, de Campinas (SP), a Gol Transportes Aéreos, que iniciou com a ponte-aérea Rio-São Paulo, e a ELA – Equatorial Linhas Aéreas, que terá sede em São José dos Pinhais.
A Trip, que já operava no Estado fazendo a ligação Campinas, São Paulo, Curitiba e Videira (SC), volta a operar neste mesmo trecho a partir do dia 22 de abril. A partir de maio, a Gol inclui Curitiba em seu roteiro. A ELA, está dependendo de autorização do Departamento de Aviação Civil para começar a operar no Paraná. A empresa está com o seu processo quase concluído no DAC e o balcão de atendimento no Afonso Pena já foi instalado, ao lado da companhia Trip.
A abertura do mercado para as novas empresas aéreas, que prometem operar com preços abaixo da concorrência, é uma antecipação da competitividade que começa a se instalar na aviação comercial brasileira. Com a desregulamentação do setor, a fiscalização será exercida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que será criada pelo governo federal.
O brigadeiro do Ar Carlos Alberto Fagundes, chefe do Subdepartamento de Planejamento do Departamento de Aviação Civil, estará em Curitiba amanhã para falar sobre o surgimento das novas empresas aéreas e os novos rumos da aviação civil brasileira. Também vai tirar dúvidas sobre a criação da Anac.
Dessa vez, parece que a concorrência nos preços das tarifas vai ser para valer. As empresas Gol e ELA anunciam que vão operar com tarifas 50% mais baixas, em média. A Gol vai fazer a ligação de Curitiba com outras capitais do País. E a ELA vai atuar no mercado regional, fazendo a ligação das principais cidades do Interior com Curitiba, onde deverá providenciar a conexão com todas as empresas aéreas dentro e fora do País, promete a empresa.
O alvo das novas empresas aéreas é o crescimento da demanda de passageiros que precisam se deslocar com mais rapidez e não têm tempo para viajar de ônibus, o que inviabiliza o cumprimento de uma agenda extensa de negócios no dia seguinte. Não é por acaso que a demanda da aviação para transporte de passageiros está crescendo 27% ao ano no País, enquando a demanda no transporte rodoviário (ônibus) está caindo 8% ao ano, disse o empresário Antonio José Aldrighi dos Santos, da ELA.
Segundo o DAC, as novas empresas que estão se cadastrando junto ao órgão são empresas de transporte regular como qualquer outra. A diferença é que elas estão entrando com uma estrutura enxuta para reduzir custos e com isso podem oferecer serviços mais baratos para atender o aumento da demanda de transporte de passageiros.

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