Curitiba e região concentram indústrias de barcos
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - Nem todo mundo tem conhecimento, mas Curitiba e região metropolitana concentram empresas de produção de barcos. A companhia Way Brasil, por exemplo, está há 30 anos em São José dos Pinhais e fabrica 12 modelos de lanchas de passeio de 20 a 45 pés. São produzidas 170 lanchas por ano e a empresa emprega 150 funcionários.
Os preços das lanchas variam de R$ 80 mil a R$ 1,2 milhão. A mais simples tem capacidade para oito pessoas. A mais cara pode transportar 16 pessoas com espaço para que seis possam dormir na embarcação que tem duas suítes, dois banheiros, cozinha, lugar para tomar sol, uma plataforma que se move um pouco mais baixo que o nível da água e teto retrátil. Há ainda a possibilidade de personalização da lancha como escolha da cor da embarcação, e optar pela cor de estofamento e partes internas de madeira.
O diretor de marketing da Way Brasil, Allan Cechelero, disse que a empresa tem clientes no Brasil todo, principalmente, nos Estados do Paraná e São Paulo, em grande parte das classes A e B. Segundo ele, o segmento vem crescendo porque as pessoas têm mais acesso a compra deste tipo de bem com financiamentos. É possível ainda incrementar a lancha com acessórios como som, GPS, TV e geladeira.
Apesar de acreditar em crescimento do setor, Cechelero disse que neste ano está meio atípico em função da Copa do Mundo e das eleições este mês. Ele contou que, geralmente, os melhores meses para venda são abril e outubro. No ano passado, a empresa teve 10% de crescimento no faturamento e, neste ano, a previsão é, ao menos, empatar com o crescimento do ano passado.
Outra empresa da área náutica que atua em São José dos Pinhais é a Quest Boats com a produção de barcos para pesca esportiva. A companhia tem 18 anos no mercado e fabrica 12 modelos de barcos que podem atingir até 170 km por hora.
Os preços dos barcos variam de R$ 40 mil a R$ 150 mil com dimensões de comprimento que vão de 4,5 metros a 6,30 metros. O mais caro tem bancos em couro, carpete náutico e possibilidade de pintura personalizada. Cerca de 90% da matéria-prima é importada principalmente dos Estados Unidos, Suécia, Japão e China.
Segundo o proprietário Miguel Suchek, a produção chega a 120 barcos por ano. Em 2013 foram 110 barcos e para 2015 a meta é dobrar o volume da fabricação. "Esperamos que ocorra uma estabilização da economia após as eleições", disse. Os clientes da empresa estão muito concentrados em pessoas das classes A e B como empresários e profissionais liberais.
A empresa Mega Bass é uma microempresa e também produz barcos esportivos no bairro Vila Hauer, em Curitiba. O proprietário Juarez Smaniotto conta que são sete modelos diferentes com preços que variam de R$ 21 mil a R$ 38 mil. A empresa tem dez funcionários e são fabricados de seis a oito barcos por mês. Ele disse que a empresa vende para o Brasil todo, principalmente para os Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Os clientes também são, na maioria, das classes A e B, com idades que variam de 15 a 70 anos. Segundo ele, este ano não está muito positivo para o setor. Em 2013, a empresa dele fabricava de oito a dez barcos por mês.


