O presidente do HSBC Bamerindus, Michael Geoghegan, reafirmou ontem, desta vez ao prefeito Cássio Tanighuchi, que a sede administrativa do banco não será transferida para São Paulo, onde está a maioria dos bancos. Geoghegan garantiu que Curitiba concentrará todas as operações da instituição. A visita de cortesia foi agendada pelo presidente do HSBC Bamerindus, que desde o final de semana tentava uma aproximação com o prefeito. Ele chegou a convidar Taniguchi para irem juntos ao GP de Fórmula 1, que aconteceu domingo em Interlagos (SP). O prefeito agradeceu o convite, mas recusou a viagem.
Geoghegan não esconde que tem interesse em manter uma política de boa vizinhança na cidade. ‘‘Acreditamos em Curitiba, que é um exemplo para o Brasil’’, afirmou. Mas se por um lado a sede do banco fica em Curitiba, o HSBC Bamerindus tem interesse em São Paulo e Rio de Janeiro para ampliar a rede de agências. Nestas duas cidades, há uma demanda maior de clientes.
O prefeito Cássio Taniguchi garantiu ao presidente do HSBC que a Prefeitura manterá os serviços no banco. Cerca de 30% do recolhimento de impostos municipais se dá através do Bamerindus, o que representa R$ 25 milhões mensais. ‘‘Por ano são movimentados R$ 135 milhões’’, afirmou Taniguchi.
Durante a visita, o presidente do HSBC Bamerindus, Michael Geoghegan, disse ainda apostar no País como porta de entrada para ampliar os negócios com o Mercosul. Segundo ele, quase 30% da produção Argentina é exportada para o Brasil. O Hong Kong and Shangai Bank trabalha ou tem instituições financeiras na Argentina, Chile, Peru e México.

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