Curitiba é a segunda capital mais barata do País
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quinta-feira, 24 de março de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A prévia da inflação de março, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), aponta Curitiba como a segunda capital mais barata do País, no mês. A variação da inflação, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na capital paranaense ficou em 0,17% abaixo da média nacional que foi de 0,35%. A notícia da desaceleração nos reajustes de preços aliviou o mercado financeiro, que previa uma taxa mínima de 0,41%.
O índice do IPCA-15 que corresponde à passagem do mês de fevereiro para março caiu em relação ao mesmo período do mês anterior quando a variação foi de 0,74% no País. A queda foi motivada pela desaceleração das mensalidades escolares, salários dos empregados domésticos e dos alimentos.
O IBGE divulgou também o IPCA-E, formado pelo IPCA-15 acumulado no primeiro trimestre, cuja variação foi de 1,78%. Em Curitiba, a variação foi de 0,33%. Nos últimos 12 meses (de abril de 2004 até março de 2005), a taxa ficou em 7,31%.
Conforme o IBGE, como os valores das mensalidades escolares normalmente são revisados no início do ano pelos estabelecimentos de ensino particular, o item cursos, que chegou a registrar alta de 6,34% em fevereiro e foi responsável por cerca de um terço da taxa de 0,74% do IPCA-15 daquele mês, teve sua variação reduzida para 0,49%. No caso dos empregados domésticos, a taxa de variação passou de 1,12% para 0,13%, reflexo do final do impacto do recebimento do 13º salário.
Do ponto de vista das altas, o principal impacto foi exercido pelas passagens dos ônibus urbanos (1,83% de variação e 0,09% de contribuição), influenciadas pelo reajuste ocorrido em São Paulo. Entre as regiões, o maior resultado foi o de Brasília (0,97%) e o menor, de Salvador (0,10%).
Com preços mais baixos, aparecem passagens aéreas (-4,69%), gás de cozinha (-1,11%), álcool (-0,59%) e gasolina (-0,32%) também influenciaram o resultado de março.
Quanto aos alimentos, a desaceleração no ritmo de crescimento dos preços (de 0,53% em fevereiro para 0,17% em março) foi motivada, principalmente, pela queda nos preços do frango, carnes, óleo de soja. Entre os poucos produtos que subiram, destacaram-se os ovos.


