Curitiba Contrariando as projeções de técnicos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), a cesta básica em Curitiba, em janeiro, apresentou alta de 2,69%, a maior variação para o mês, desde 2001, quando o índice foi de 5,51%. A expectativa era de que o custo da alimentação mantivesse a tendência de queda, a exemplo do que aconteceu nos últimos quatro meses do ano passado. Em dezembro, a cesta básica havia recuado em 1,69%. Em todo o ano de 2004, a queda foi de 2,69%. Os números foram divulgados, ontem, pelo Dieese, em Curitiba.
O preço da batata, que em dezembro caiu 18,46%, em janeiro teve alta de 21,70%, pressionando o custo da cesta básica. Também tiveram aumento a manteiga (12,15%), banana (4,97), café (3,77%), carne (3,61%), pão (1,83%), leite (1,68%), arroz (1,14%) e feijão (0,79%). Com queda ficaram o tomate (-14,17%), óleo de soja (-8,17%), farinha de trigo (-1,59%) e açúcar (-0,84%). O comportamento dos preços foi bem diverso de dezembro, quando apenas três produtos haviam subido.
Com a alta de janeiro, a cesta básica para uma família curitibana (casal e dois filhos) passou a custar R$ 480,30, sendo necessário 1,85 salário mínimo para atender as necessidades com alimentação.
A variação da cesta básica curitibana foi a quinta maior entre as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. À frente de Curitiba ficaram Recife (7,58%), João Pessoa (5,92%), Natal (4,01%) e Vitória (3,66%). Mesmo assim, o custo da alimentação nessas capitais é menor do que em Curitiba, que tem a quinta cesta básica mais cara do País (R$ 160,10). Apenas quatro cidades registraram queda, em janeiro: Porto Alegre (-3,40%), Belo Horizonte (-1,12%), Aracaju (-0,65%) e Rio de Janeiro (-0,34%).

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