A partir de segunda-feira, a compensação de cheques que era feita em Londrina será transferida para Curitiba. Um volume médio mensal de 3,5 milhões de documentos vai deixar a cidade, de avião. São cheques e duplicatas, principalmente, que correspondem a aproximadamente R$ 1,2 bilhão, dinheiro de 75 municípios da região (incluindo Londrina) que entra no Centro de Processamento de Serviços e Comunicações (Cesec) do Banco do Brasil.
Gradativamente, o BB vai centralizando em Curitiba o serviço de compensação que vinha sendo feito na capital e mais sete cidades paranaenses. A transferência começou em março, com a absorção dos cheques das regiões de Guarapuava, Pato Branco e União da Vitória. Agora serão desativados os sistemas de Londrina, Maringá, Cascavel e Umuarama. Em dias marcados.
De acordo com o projeto do BB, algumas cidades da região de Jaguariaíva, vinculadas à câmara de Itararé (SP), também passarão a integrar o sistema estadual de compensação. Concluído o projeto, em junho, cheques de diferentes regiões do Paraná terão seu prazo de compensação reduzido em um dia. Cheques de valor inferior a R$ 210 serão compensados em dois dias, e não mais em três. Os de valor superior, em 24 horas - hoje são 48 horas.
Segundo o BB, mais de 15 milhões de cheques são compensados mensalmente no Estado, o que dá uma média diária de 800 mil cheques - Curitiba movimenta quase a metade. Ainda segundo o banco, o Cesec de Londrina não vai fechar. Elimina-se apenas a compensação de cheques dos inúmeros serviços feitos no local. Os 29 funcionários da área assumirão outras funções.
Veja as datas das próximas migrações: 28 de abril, Londrina; 26 de maio, Maringá e Umuarama; 16 de junho, Cascavel. Esse processo de transferência é nacional, como medida de redução de custos. Não demora muito e todo o serviço de compensação estará concentrado nas grandes capitais em todo o País.

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