Curitiba - A Capital paranaense apresentou inflação de 0,72% em abril. Esse foi o valor mais alto verificado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre as capitais pesquisadas. Em março, Curitiba havia registrado inflação de 0,09%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que calcula o índice, essa alta na Capital do Estado ocorreu principalmente por causa do transporte coletivo, que sofreu um reajuste de 11,8% no início de abril.
Todos os segmentos pesquisados apresentaram alta em Curitiba. O maior aumento, de 1,78%, foi no setor de saúde e cuidados pessoais, seguido pelo setor de transportes, que aumentou 1,57%. O setor de vestuário aumentou em 0,52% seus preços, o de educação em 0,51%, o de habitação aumentou 0,37%, o de despesas pessoais subiu 0,24%, o de artigos para residência, 0,14%, o setor de alimentos e bebidas, 0,13%, e o de comunicação aumentou 0,01%.
O IPCA se refere às famílias com rendimento financeiro de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é referente a famílias que têm rendimento de um a oito salários mínimos, sendo o chefe assalariado, também registrou alta em Curitiba, ficando na casa dos 1,07%. Em março, esse índice foi de 0,52%.
Entre os segmentos pesquisados para se calcular o IPCA, houve aumento no setor de transportes (3,34%), saúde e cuidados pessoais (2,20%), educação (0,72%), despesas pessoais (0,43%), vestuário (0,42%), habitação (0,31%), alimentação e bebidas (0,25%) e artigos para residência (0.25%). Os preços no setor de comunicação permaneceram estáveis.
No País, o IPCA recuou pela terceira vez consecutiva e fechou o mês de abril em 0,37%. No mês anterior, havia ficado em 0,47%. A queda de preços de alimentos e a desaceleração dos aumentos de itens como automóveis e eletrodomésticos favoreceram a queda da inflação, que acumula, no quadrimestre, alta de 2,23%.
O resultado ficou dentro das expectativas de mercado, que projetavam inflação entre 0,30% e 044%. Para maio, especialistas estimam um aumento da inflação para pouco acima de 0,40%.

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