Brasília - A 27 Reunião de Cúpula do Mercosul começa hoje em Belo Horizonte à sombra do impasse entre seus principais sócios, o Brasil e a Argentina, sobre a adoção de salvaguardas entre os sócios do bloco. Aprofundadas no final da semana passada em Buenos Aires, essas divergências deverão atrapalhar o consenso sobre decisões que já se arrastam há mais de um ano.
Na próxima sexta-feira, em Ouro Preto primeira capital de Minas Gerais , os presidentes dos países do bloco deverão comemorar os dez anos da assinatura do Protocolo de Ouro Preto, documento que definiu a estrutura institucional do Mercosul, e participar da assinatura de acordos de redução tarifária com a Índia e o bloco sul-africano.
Mas pouco deverá avançar no ponto essencial a frágil integração entre seus quatro sócios. Temas como a revisão da Tarifa Externa Comum (TEC), cobrada pelos quatro países do bloco aos produtos de fora do Mercosul, e do próprio Protocolo de Ouro Preto, que permite apenas as decisões por consenso, deverão ser adiados. Da mesma forma, a revisão das regras da Política Automotiva do Mercosul, em especial do comércio de carros entre Brasil e Argentina, deverá ficar para 2005.

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